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    A bolsa depois da queda: veja onde podem estar as oportunidades
    InvestNews·30 de out., 15:36

    A bolsa depois da queda: veja onde podem estar as oportunidades

    O Ibovespa sustenta um tombo de 17% comparado ao fechamento de 23 de outubro, na véspera do segundo turno. Com a baixa, várias casas de análise veem oportunidades para os próximos meses. São papéis com potencial de avanço, conforme incertezas sobre o cenário dos juros, a nova equipe econômica e eventuais medidas para conter o desequilíbrio fiscal comecem a se dissipar.

    Veja a tabela com todas as indicações no fim do texto. Companhias de setores regulados, como saneamento e energia, por exemplo têm receitas previsíveis e protegidas da inflação, com baixa correlação com o cenário econômico no curto prazo. Por isso, os investidores classificam esse grupo como ações defensivas.

    É o caso de Sabesp e Axia, entre várias outras. Leia também Investimentos Ibovespa a 150 mil pontos e dólar a R$ 6? O que fazer – e o que evitar – com os mercados em pânico De outro lado, companhias com perfil exportador e receitas em dólar também navegam bem por momentos no qual a moeda americana permanece pressionada.

    Nesse grupo entram Petrobras, Vale, Embraer e Suzano, além das junior oils , como Prio e Brava. Outra tese é a de companhias pagadoras regulares de dividendos. Claro que, provento só, não basta.

    Têm de ser negócios desenvolvidos, com menor endividamento e fundamentos sólidos. No longo prazo, uma parcela da carteira de ações com empresas desse perfil ajuda a manter os retornos mais equilibrados. Dividendos no longo prazo Podemos usar o Índice de Dividendos da B3, o Idiv, como exemplo.

    Esse referencial acompanha o desempenho de um portfólio que reúne as empresas com perfil de pagadoras recorrentes dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). O indicador incorpora ainda outros critérios, como buscar as companhias com maiores dividend yield (retorno de proventos em relação ao valor da ação) nos últimos 36 meses e que apresentem também liquidez, nesse caso medida pela presença de negociação do papel em pregões. Leia também Investimentos Dólar pós-eleitoral: por que o momento é de ampliar a diversificação em moeda forte Mas vamos aos números.

    O Idiv obteve um retorno de 310% – o índice soma a valorização das ações e o rendimento de dividendos – nos últimos 10 anos, de outubro de 2016 a outubro de 2026. Isso foi o equivalente a IPCA + 9,7% ao ano – mais do que o Ibovespa, que também contabiliza os dividendos. O principal índice da bolsa brasileira acumulou uma alta bem menor, de 193%, no mesmo período – IPCA + 6,1% ao ano.

    Bolsa voltou a ficar barata? Os analistas do Itaú BBA chamaram a atenção, em relatório, para o potencial de ganhos da bolsa no médio prazo – se houver estabilização do ambiente macroeconômico. O Ibovespa, segundo a casa de análise, voltou a ser negociado um preço sobre lucro (P/L) de 7,9 vezes, abaixo da média de 10 vezes na última década.

    Leia também Investimentos Tesouro IPCA+ sobe para perto de 8% e prefixado passa de 15%: hora de comprar? Essa métrica mostra quantos anos de lucro da empresa seriam necessários para chegar ao valor de mercado que ela tem hoje. Quanto menor ele for, mais “barata” está a ação.

    E o P/L mostra que a bolsa brasileira voltou a ficar barata tanto em relação à média histórica quanto aos pares internacionais. Por exemplo: o S&P/BMV IPC, do México, opera em 15 vezes. Riscos macroeconômicos No curto prazo, porém, o Itaú lembra que o cenário macroeconômico e as incertezas sobre como o governo vai lidar com a questão do desequilíbrio fiscal podem pressionar ainda mais o Ibovespa para baixo.

    Mas os analistas do banco comentam que “a análise de retorno total (TRR) projeta um retorno de 25% ao ano para o índice em um horizonte de três anos”. “TRR” é a soma da valorização da ação com o reinvestimento dos dividendos que entrarem. Leia também Investimentos Goldman e JPMorgan veem mercados mais estáveis pela frente, mas melhora só após medidas fiscais Mesmo sem considerar uma alta do P/L nos próximos anos, o ganho potencial apenas com distribuição de dividendos seria de 16,9% – colocando na conta eventuais programas de recompras de ações, que algumas empresas tendem a fazer quando as ações estão baratas, e fazem crescer os proventos.

    Veja a seguir as ações recomendadas por três das principais casas de análise para navegar nesse ambiente indefinido de hoje: ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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