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    A Brasileira Que Lidera a Expansão Global do Canva na Era da IA
    Forbes Brasil·24 de set., 17:36

    A Brasileira Que Lidera a Expansão Global do Canva na Era da IA

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Há uma década no Vale do Silício, a brasileira Gabriela Belo Soares , de 38 anos, já passou por empresas como Google , LinkedIn, Walmart e PayPal . Hoje, atua como líder global de produtos do Canva , plataforma global de comunicação visual e design.

    A executiva é responsável por adaptar a experiência do usuário em diferentes mercados globais e integrar a IA por trás da ferramenta. “Isso envolve modificações no produto, desde incluir o Pix como forma de pagamento até criar templates otimizados para o WhatsApp”, diz em entrevista à Forbes , durante sua passagem pelo Brasil, segundo maior mercado do Canva em volume de usuários, atrás apenas dos Estados Unidos. A vinda ao país foi apenas uma das paradas desde que assumiu o cargo há quase um ano, em outubro de 2025.

    Baseada na Califórnia, Gabriela lidera uma equipe de 30 pessoas ao redor do globo. ” Na era da IA, a empresa enfrenta um novo desafio: integrar modelos de inteligência artificial à rotina dos mais de 260 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo, que vão de pequenos empresários e estudantes até criadores de conteúdo. “A competição é grande.

    Hoje, todas as IAs fazem um pouco de tudo”, diz. ” O caminho até a carreira internacional Apesar de hoje ser apaixonada pela troca com pessoas ao redor do mundo, a carreira internacional em empresas de tecnologia nem sempre esteve nos planos de Gabriela. Nascida em São Paulo, a executiva formou-se em administração pela FEA (Faculdade de Economia e Administração), na USP (Universidade de São Paulo).

    “Era o curso clássico de quem não sabe o que vai fazer”, brinca. “Achava interessante a ideia de trabalhar com empresas, marcas e produtos. ” Sua carreira começou na consultoria BCG (Boston Consulting Group), onde desenhou fluxos para bancos digitais e gerenciou programas de otimização financeira durante quatro anos.

    Foi durante o período na consultoria que a tecnologia cruzou seu caminho. “Fiquei encantada, achei muito diferente do trabalho que eu tinha com produtos físicos”, lembra. “Já tinha trabalhado um tempo na Kibon, e essa parte era muito mais sobre como vender o sorvete do que como fazer.

    ” Movida pela ideia de aprender a montar um produto digital , ela mudou-se para a Califórnia para cursar um MBA na UC Berkeley . ” Foi até lá só para aprender, mas acabou ficando no país pelo mercado de trabalho . ” Acervo pessoal Gabriela no Sather Gate, no campus da UC Berkeley Durante o processo para conseguir o visto de trabalho , precisou abrir mão de algumas posições e empresas.

    ” Após concluir o MBA em 2018, conseguiu um emprego na equipe de Business Operations and Strategy no Google , onde depois assumiu o cargo de líder de operações e estratégia de produto. A carreira internacional, no entanto, veio com seus próprios desafios. “O estilo de trabalho foi um choque cultural.

    A cultura de almoçar junto ou dedicar os primeiros cinco minutos da reunião para uma troca pessoal não existe nos EUA. ” Mas nada que o jeitinho brasileiro não pudesse resolver. “Nos feedbacks, as pessoas dizem que minha entrada deixou o ambiente mais leve.

    Mesmo quando os números caem ou projetos dão errado, a gente dá risada e segue em frente”, diz. ” Liderança feminina em tecnologia Ao longo da carreira, Gabriela contou com exemplos de mulheres na liderança que guiaram seu caminho. “No Google, a CFO e a líder do YouTube eram mulheres; na Microsoft, a CFO também”, afirma.

    “Antes eu ficava apontando quando havia outra mulher na sala; hoje isso nem passa pela minha cabeça. ” Apesar dos avanços graduais, o mercado de tecnologia ainda é desigual, especialmente entre os fundadores das empresas. “É uma questão do Venture Capital ainda investir desproporcionalmente mais em homens.

    As mulheres chegam à liderança, mas as donas e fundadoras ainda são raras exceções”, diz. ” Divulgação Melanie Perkins, CEO e cofundadora do Canva, empresa avaliada em US$ 45 bilhões Um dos conselhos que deixaria para si mesma no início de carreira, e agora passa para as novas gerações de mulheres na tecnologia , é pedir mais. “Negociem salários, peçam mais responsabilidade, mentoria, feedback e promoção.

    Às vezes não pedimos o suficiente”, afirma. ” Essa é uma das lições que quer deixar para sua própria filha. ” Hoje, além do trabalho e da maternidade , Gabriela aproveita o tempo livre para ler, se divertir com desafios de lógica, como Sudoku e jogos da memória, e testar novas receitas na cozinha.

    “Agora estou aprendendo a fazer comida indiana com um toque de sabor brasileiro”, conta. É o seu próprio jeito de se conectar com culturas ao redor do mundo quando não está trabalhando. O post A Brasileira Que Lidera a Expansão Global do Canva na Era da IA apareceu primeiro em Forbes Brasil .

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