Ação da Magazine Luiza sobe 74% só em outubro. Entenda o que impulsiona o papel
O Magazine Luiza entrou em nova fase em outubro, ao menos sob a perspectiva de quem investe. A ação ordinária (ON) do grupo de varejo da família Trajano já acumula alta de 74% no mês que ainda nem terminou. Para se ter uma ideia do impacto da elevação, até dia 30 de setembro, o papel tinha queda de cerca de 15% em 2026.
Agora, após a virada do mercado neste mês, acumulada uma alta de 48% no ano. Esse ganho recente veio em duas etapas em outubro. Logo após o primeiro turno no dia 4, a ação Magalu ON subiu 42,6%.
E, a partir do dia 15, a ação ganhou mais 30%. Juros mais baixos = lucro maior Na primeira onda de valorização, o gatilho veio da visão de juros mais baixos em meio à perspectiva de troca de governo. Isso porque no entendimento do mercado uma nova administração teria mais chances de implementar um ajuste fiscal que afeta positivamente a trajetória da dívida.
“Cada corte de 1 ponto percentual na curva de juros aumenta em 11% o lucro por ação estimado da Magalu”, avaliam analistas do Itaú BBA. O time de analistas do banco de investimento acrescentou ainda outras variáveis com potencial de trazer ganhos a companhia. Leia também Investimentos Cenário reformista pode trazer guinada aos investimentos em 2027.
” A própria rede vê espaço para capturar fatias de mercado abertas pelo fechamento contínuo de lojas da Casas Bahia no varejo físico. O Itaú BBA também subiu a recomendação para “compra” e elevou o preço-alvo no fim de 2027 de R$ 10 para R$ 16. Mais canais de distribuição Em meio à reprecificação das ações, ocorreu um segundo fator favorável: o acordo fechado pela rede varejista com a Shopee , anunciado em 15 de outubro.
Após o acerto, o BTG Pactual subiu a recomendação de Magalu para “compra” e elevou o preço-alvo em 12 meses para R$ 12. Analistas do BTG Pactual enxergam ganhos com a estratégia do Magalu de transformar concorrentes em canais de distribuições para seu estoque. Leia também Negócios Após acordo com a Amazon, Magalu recorre ao Mercado Livre para recuperar vendas online “Depois de selar acordos com o AliExpress em 2024, a Amazon em junho e o Mercado Livre em setembro, a varejista brasileira agora passa a oferecer o sortimento do Magalu e do KaBuM!
” A expectativa da rede brasileira é de atrair mais de 75% de consumidores novos pelo canal da plataforma asiática. Conforme o Itaú BBA, essa expectativa repetiria o padrão já observado nos acordos com a Amazon e o Mercado Livre. Ecossistema também ajuda Os investidores passaram ainda a considerar o peso do próprio ecossistema da rede de varejo como um ponto de diferenciação.
O aplicativo, por exemplo, soma mais de 50 milhões de usuários ativos mensais. Para os analistas do BTG, um virada estratégica importante vem da perspectiva de a companhia “deixar de lado a ambição de ser um marketplace generalista para se reposicionar como um polo focado em casa e tecnologia”. O grupo ainda combina marcas de nicho, como o KaBuM!
no segmento gamer e a Netshoes em artigos esportivos. Logística ganha espaço Um dos principais beneficiários dessa engrenagem tende a ser a divisão de logística, a Magalog. Sob as regras do acordo, o Magalu preserva a responsabilidade por toda a logística por meio de sua plataforma própria, o que permite capturar volume adicional de entregas, organizar as rotas e o custo por envio.
O ganho de escala é especialmente crítico nas categorias pesadas, como refrigeradores e móveis, em que a infraestrutura logística funciona como barreira competitiva e os fretes afetam diretamente a margem de contribuição. Leia também Investimentos Cobertor curto: 7 ações do Ibovespa mais expostas ao impacto dos juros altos em seus resultados Negócios Crédito caro aperta todo o varejo. Na Casas Bahia, teve peso relevante para crise de sobrevivência Os clientes que compram nos parceiros já respondem por mais de 30% da receita da Magalog.
O momento Magalu se ancora ainda na proximidade das principais datas de compras no ano. 11, a Black Friday e o Natal. ]]>
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