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    Poder360·27 de set., 09:30

    Acionistas processam “New York Times” por “viés anti-Israel”

    2026), argumentando que a publicação falha na supervisão de conteúdos de viés “anti-Israel” . Segundo o processo, a empresa falhou em informar os leitores “com veracidade” e não emitiu correções em tempo hábil. O State Board of Administration of Florida –fundo de pensão público administrado pelo Estado da Flórida– e o think tank National Center for Public Policy Research pedem a verificação de que o conselho de administração do jornal permite que a cobertura editorial seja orientada por viés contra Israel.

    A ação foi protocolada no tribunal estadual de Nova York, em Manhattan. Os autores pedem que um juiz demande que o conselho de administração do NYT entregue registros internos da empresa. A maioria dos documentos solicitados se relaciona à cobertura da guerra entre Israel e Hamas.

    Eis a íntegra da petição (PDF, em inglês – 931 kB). A petição tem como um de seus pilares os relatos de uma ex-funcionária da redação do jornal que não foi identificada pelo nome. Segundo o processo, ela levantou preocupações sobre antissemitismo e viés anti-Israel em seu setor por pelo menos 15 vezes de 2019 até a data de sua saída, em março de 2026.

    De acordo com o processo, em um dos episódios descritos, um supervisor teria dito a ela: “Não é seu trabalho ser o ombudsman” . Eis as principais queixas dos acionistas contra o NYT : falha da diretoria na supervisão de padrões editoriais; eliminação do cargo de ombudsman independente em 2017 sem substituto ; histórico de falhas jornalísticas corrigidas somente após “pressão externa” ; negativa em disponibilizar livros e registros corporativos aos acionistas. Os autores da ação ainda sustentam que a publicação repetida de afirmações “factualmente falsas ou infundadas” , muitas delas posteriormente admitidas internamente ou desmentidas externamente, sustenta a inferência de que o conselho não apenas falhou em monitorar os controles internos, como também permitiu a aplicação seletiva dessas regras.

    O fundo de pensão da Flórida, representado pelo Conselho Estadual de Administração do Estado, atende funcionários públicos aposentados. O governador da Flórida, Ron DeSantis (Partido Republicano), e o attoney general do Estado, James Uthmeier (Partido Republicano) são administradores do fundo. “O Times afirma que o jornalismo não confiável representa um risco material.

    Perguntamos se o Conselho supervisiona seus padrões, e eles se recusaram a apresentar sequer uma página. Nos vemos no tribunal” , afirmou Uthmeier no X (ex-Twitter). OUTRO LADO O porta-voz do New York Times , Charlie Stadtlander, rejeitou a ação.

    Leia o posicionamento publicado pelo jornal: “Esta ação judicial não tem fundamento e foi movida com um propósito indevido. Embora seja apresentada como uma solicitação de governança corporativa para examinar os livros e registros da empresa, trata-se de uma tentativa evidente de exercer pressão motivada por uma agenda específica contra uma organização de mídia independente, levantar falsas acusações de parcialidade e inibir o jornalismo protegido pela Primeira Emenda “. ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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