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    Acordo Mercosul-EFTA zera tarifas e amplia acesso de produtos brasileiros à Noruega
    Revista Oeste·01 de nov., 11:53

    Acordo Mercosul-EFTA zera tarifas e amplia acesso de produtos brasileiros à Noruega

    O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começa a valer neste domingo, 1º, nas relações entre Brasil e Noruega. Esse tratado elimina tarifas de importação sobre diferentes produtos brasileiros e estabelece medidas para reduzir barreiras ao comércio. A maior parte das concessões norueguesas passa a valer imediatamente.

    Entre os produtos beneficiados estão vestuário, têxteis confeccionados, leveduras, óleos vegetais refinados e diversos alimentos industrializados. + Saiba mais do Mundo em Oeste Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, 99,8% do valor das exportações brasileiras para a Noruega será beneficiado pelas condições de livre comércio, conforme as regras aplicáveis a cada produto. No setor de vestuário e têxteis confeccionados, 249 linhas tarifárias que atualmente enfrentam alíquotas entre 5,6% e 10,7% terão tarifa zerada.

    Em 2025, o Brasil exportou US$ 219,9 milhões desses produtos para o mundo, mas somente US$ 300 mil para os países integrantes da EFTA. O governo considera que a diferença indica potencial para ampliar as vendas de camisetas, calças, roupas de banho, lingerie e artigos de cama, mesa e banho. Alimentos também terão redução de tarifas A Noruega também elimina a tarifa de 21% aplicada ao fermento de panificação e às leveduras inativas.

    As vendas brasileiras de leveduras para alimentação de peixes destinadas ao país chegaram a US$ 23,2 milhões em 2025, o equivalente a 97% das exportações brasileiras do produto para a EFTA. Também passam a ter tarifa zero óleos vegetais refinados, que estavam sujeitos a taxas entre 12,7% e 14,4%. v=eHoQL6cdZ0k A lista inclui ainda parte dos sorvetes, anteriormente taxados em 28%; xaropes aromatizados para bebidas, com tarifa de 19%; chocolates; biscoitos doces; pães; cereais matinais; massas cozidas ou recheadas; manteiga de amendoim; cerveja; e rações para peixes.

    Também haverá redução de tarifas sobre massas secas, torradas, waffles e outros tipos de sorvete. Governo aponta oportunidades em medicamentos e calçados O ministério identificou ainda oportunidades para empresas brasileiras nos mercados da EFTA em setores como medicamentos, joalheria, máquinas, aparelhos mecânicos e calçados. Os países do bloco importaram aproximadamente US$ 53 bilhões em medicamentos em 2025.

    No mesmo período, o Brasil vendeu apenas US$ 5,57 milhões desses produtos para a EFTA, apesar de ter exportado US$ 556,4 milhões em medicamentos para todo o mundo. A diferença também aparece no mercado de calçados de couro. A EFTA importou US$ 805,8 milhões desses produtos em 2025.

    O Brasil exportou US$ 10,59 milhões para os integrantes do bloco, diante de US$ 255 milhões vendidos ao mercado internacional. Acordo reduz exigências técnicas Além das tarifas, o acordo estabelece medidas para simplificar procedimentos técnicos exigidos para a entrada de produtos nos mercados envolvidos. Quando for aceita a declaração de conformidade apresentada pelo próprio fornecedor, por exemplo, relatórios de ensaios realizados por laboratórios instalados no Mercosul poderão ser reconhecidos como documentos válidos.

    v=P_YxoLW5aG4 Para equipamentos elétricos e eletrônicos, o acordo prevê mecanismos destinados a evitar a duplicação de procedimentos de avaliação. A Noruega também assumiu o compromisso de utilizar normas internacionais como referência para regulamentos técnicos e permitir a participação de empresas brasileiras em consultas públicas. O prazo para apresentação de comentários deverá ser de pelo menos 60 dias.

    As regras contemplam ainda a utilização de rótulos em diferentes idiomas, pictogramas internacionais e, quando possível, ajustes de rotulagem em entrepostos aduaneiros. Acordo foi assinado em 2025 Representantes do Mercosul e da EFTA durante a assinatura do acordo de livre comércio, em setembro de 2025, no RJ | Foto: Divulgação/Mercosul Mercosul e EFTA assinaram o acordo em 16 de setembro de 2025. O bloco europeu é formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein.

    Juntos, os quatro países têm aproximadamente 15 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de US$ 1,4 trilhão. As preferências comerciais entre Brasil e Islândia começaram a valer em 1º de outubro. Neste domingo, entram em vigor as regras entre Brasil e Noruega.

    Na mesma data, o acordo passa a valer nas relações entre Noruega e Uruguai. A entrada em vigor do acordo nas relações do Brasil com a Suíça e Liechtenstein ainda depende da conclusão dos procedimentos internos desses países. Argentina e Paraguai também não finalizaram as etapas necessárias para a aplicação do tratado.

    O acordo prevê a eliminação das tarifas cobradas pela EFTA sobre produtos industriais e pesqueiros. No caso das tarifas brasileiras, alguns cronogramas de redução poderão chegar a 15 anos. Além do comércio de mercadorias, o tratado estabelece regras sobre serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, medidas sanitárias e fitossanitárias, origem dos produtos e desenvolvimento sustentável.

    A Noruega também concentra uma das maiores fontes de capital do mercado internacional. O fundo soberano do país é o maior do mundo e possui patrimônio estimado em US$ 2,3 trilhões. Leia também: “A conquista de Jerusalém” , artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 347 da Revista Oeste O post Acordo Mercosul-EFTA zera tarifas e amplia acesso de produtos brasileiros à Noruega apareceu primeiro em Revista Oeste .

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