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    Açúcar fecha em queda em Nova York e acumula perda de 4% na semana
    CNN Brasil·30 de out., 19:00

    Açúcar fecha em queda em Nova York e acumula perda de 4% na semana

    O contrato futuro do açúcar para entrega em março fechou a sessão desta sexta-feira (30) negociado a 19,36 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, com desvalorização de 0,56%. Segundo análise da Barchart, os preços recuaram após atingirem, na quinta-feira, a máxima das últimas quatro sessões. O mercado repercutiu os dados divulgados de exportações do Brasil, que apontaram uma desaceleração no processamento da cana-de-açúcar na primeira quinzena de outubro.

    No período, as usinas brasileiras moeram 32 milhões de toneladas de cana, queda de 18% em relação às 39 milhões de toneladas registradas em igual intervalo do ano passado. A produção de açúcar também recuou, com 2,15 milhões de toneladas, volume 23% inferior ao observado na primeira metade de outubro de 2025. Leia Mais Contratos futuros do açúcar recuam em Nova York com dúvidas sobre a demanda Café arábica cai 1,6% em Nova York com expectativa de alta nos estoques Café arábica avança 1,83% em Nova York com temor sobre oferta As condições climáticas seguem no radar dos investidores.

    As chuvas persistentes associadas ao fenômeno El Niño têm interrompido a colheita e atrasado as operações de moagem nas regiões produtoras do Brasil. Na quinta-feira, a StoneX informou que as previsões meteorológicas para os próximos sete dias indicavam a continuidade das dificuldades operacionais nas usinas. Apesar de uma recuperação pontual no meio da semana, a pressão voltou a predominar na sessão de sexta-feira.

    Com isso, o açúcar negociado em Nova York acumulou desvalorização de 4% na semana, em meio às preocupações com a competitividade e o ritmo das vendas brasileiras ao mercado externo. Outro fator que influenciou as cotações foi o comportamento do real frente ao dólar. De acordo com a Barchart, a moeda brasileira chegou a acumular desvalorização de 8% na semana, após uma queda expressiva no início do período.

    A recuperação parcial do câmbio não foi suficiente para reverter as perdas, mantendo no radar dos investidores os possíveis impactos sobre a oferta brasileira no mercado internacional. 453 por tonelada na bolsa de Nova York, com leve desvalorização de 0,05%. Segundo análise da Barchart, os preços atingiram uma nova mínima de um mês, prolongando o movimento de vendas observado nas últimas duas semanas.

    O mercado segue pressionado pelas preocupações com a possibilidade de aumento da oferta brasileira no comércio internacional. Um dos fatores no radar dos investidores é a desvalorização do real frente ao dólar. A moeda brasileira acumula queda de 8% na semana, movimento que pode estimular os exportadores nacionais a ampliar as vendas externas.

    Com o câmbio desfavorável, os produtores e comerciantes conseguem receber mais reais pela conversão das receitas obtidas em dólares. Embora o Brasil tenha participação menor no mercado global de cacau em comparação com os principais produtores da África Ocidental e o Equador, o país ocupa a sétima posição entre os maiores produtores mundiais. Estimativas da ICCO (Organização Internacional do Cacau) indicam que a produção brasileira representa aproximadamente 4% a 5% da oferta global.

    Com isso, mesmo com uma participação limitada no comércio internacional, o ritmo das vendas brasileiras permanece no radar do mercado, especialmente em um cenário de pressão sobre as cotações e maior atenção dos investidores ao comportamento do câmbio. Café O contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou o pregão negociado a US$ 2,87 por libra-peso na bolsa de Nova York, com valorização de 0,61%. Segundo análise da Barchart, os preços registraram uma recuperação moderada após atingirem, na quinta-feira, a menor cotação em um mês.

    O avanço devolveu parte das perdas acumuladas nas últimas duas semanas, período em que o mercado foi pressionado pelas preocupações com o aumento da oferta brasileira no mercado internacional. O movimento está relacionado ao comportamento do real frente ao dólar. A moeda brasileira chegou a acumular desvalorização de 9% na segunda-feira, após o resultado das eleições presidenciais do fim de semana.

    Embora tenha recuperado parte das perdas, o real ainda registra queda de 8% na semana, segundo a análise. A desvalorização cambial aumenta a competitividade do café brasileiro no mercado externo e pode estimular os exportadores a ampliar as vendas. Isso ocorre porque, com o dólar mais valorizado, os vendedores conseguem obter mais reais na conversão das receitas recebidas em moeda estrangeira.

    Apesar da alta registrada nesta sexta-feira, o mercado segue atento ao câmbio e ao ritmo das exportações brasileiras, fatores que podem influenciar a disponibilidade global do grão e o comportamento das cotações em Nova York. Algodão O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou o dia cotado a 77,83 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, com desvalorização de 0,85% em relação ao pregão anterior. Suco de Laranja O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro encerrou a sessão na bolsa de Nova York em queda de 3,32%, cotado a US$ 1,32 por libra-peso.

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