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    Açúcar sobe 0,67% em Nova York com queda na moagem de cana no Brasil
    CNN Brasil·29 de out., 19:09

    Açúcar sobe 0,67% em Nova York com queda na moagem de cana no Brasil

    Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (29) em alta na bolsa de Nova York. O vencimento para março avançou 0,67%, cotado a 19,47 centavos de dólar por libra-peso, impulsionado por dados que apontam redução na moagem de cana-de-açúcar e na produção brasileira. Segundo informações compiladas pela Barchart, o Ministério da Agricultura informou, na noite de quarta-feira, que as usinas brasileiras processaram 32 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de outubro, volume 18% inferior às 39 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

    De acordo com os dados divulgados pelo ministério, a produção brasileira de açúcar também apresentou retração e foram produzidas 2,15 milhões de toneladas na primeira metade de outubro, queda de 23% na comparação anual. Leia Mais Café fecha em alta em Nova York após semana de baixas Café arábica avança em Nova York com estoques próximos da mínima histórica Contratos futuros do açúcar recuam em Nova York com dúvidas sobre a demanda As chuvas persistentes associadas ao El Niño têm interrompido a colheita e atrasado a moagem da cana-de-açúcar no país, um dos principais fornecedores globais do produto. A continuidade das precipitações mantém a atenção do mercado sobre o ritmo das operações nas usinas e a disponibilidade de açúcar.

    Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX apontou que as previsões de chuva para as regiões produtoras de cana-de-açúcar do Brasil nos próximos sete dias indicam a continuidade das dificuldades nas operações de moagem. O cenário reforça as preocupações com o ritmo da produção brasileira e contribuiu para a valorização dos contratos futuros na sessão. Cacau Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão com resultados mistos na bolsa de Nova York.

    563 por tonelada. Os preços da commodity permaneceram sob pressão e se consolidaram pouco acima da mínima de um mês registrada na sessão anterior, mesmo diante de novas projeções de redução da oferta global para a próxima temporada. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX revisou suas estimativas para o mercado mundial de cacau em 2026/27 e passou a projetar um déficit de 64 mil toneladas, revertendo a previsão anterior de superávit de 25 mil toneladas.

    Segundo a consultoria, a ocorrência de um El Niño intenso deve prejudicar a produção em importantes países produtores. A expectativa da StoneX é de que a produção mundial de cacau recue 9,6% na temporada 2026/27, para 4,74 milhões de toneladas. A queda deve ser influenciada principalmente pela redução da oferta na Indonésia, na Costa do Marfim e no Equador, em razão dos impactos climáticos associados ao fenômeno.

    A nova estimativa contrasta com o cenário projetado para a safra 2025/26, quando a consultoria prevê um superávit global de 494 mil toneladas. Apesar da perspectiva de restrição na oferta na temporada seguinte, os contratos encerraram o dia sem recuperação significativa, mantendo o mercado próximo das mínimas recentes. Café A possibilidade de aumento das vendas de café brasileiro pressionou as cotações do arábica nesta sessão.

    Na bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,45% e encerrou o dia negociado a US$ 2,85 por libra-peso, atingindo uma nova mínima de um mês. Segundo análise da Barchart, a queda ampliou as perdas acumuladas ao longo da semana, em meio às expectativas de que os exportadores brasileiros intensifiquem as vendas após a desvalorização do real. Embora o real tenha recuperado parte das perdas, a moeda ainda acumula desvalorização de 8% na semana, conforme os dados citados pela Barchart.

    A queda do real tende a favorecer as exportações brasileiras, uma vez que os produtores e exportadores passam a receber mais reais pela receita obtida em dólares. Esse movimento pode estimular a comercialização do café no mercado internacional e ampliar a disponibilidade do produto, pressionando os preços futuros. Com isso, o mercado acompanha o comportamento do câmbio e o ritmo das vendas brasileiras, diante da perspectiva de maior oferta no curto prazo.

    Algodão Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em alta na bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em dezembro avançou 0,45%, fechando cotado a 78,50 centavos de dólar por libra-peso. 488 fardos de algodão na semana encerrada em 22 de outubro. O volume representa um aumento de 8,45% em relação à semana anterior e um crescimento de 63,07% na comparação com o mesmo período do ano passado.

    345 fardos no período. Porém, os embarques norte-americanos apresentaram retração semanal e anual. 762 fardos, queda de 18,13% em relação à semana anterior e recuo de 8,02% na comparação com a mesma semana do ano passado.

    O desempenho das vendas externas e o ritmo de entrega da fibra norte-americana seguem entre os indicadores acompanhados pelos participantes do mercado, que avaliam a demanda internacional e as perspectivas para o equilíbrio entre oferta e consumo. Suco de Laranja Na Bolsa de Nova York, o preço futuro do suco de laranja para janei ro finaliz ou o dia com des v alorização de 5,10 % e precificado em US$ 1 , 36 por libra-peso. br/agro/como-o-agronegocio-enfrenta-o-risco-climatico-que-muda-a-cada-safra/ ]]>

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