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    Agro Registra Superávit de US$ 13,49 Bilhões em Agosto. Veja os Demais Destaques do AgroRound
    Forbes Brasil·18 de set., 08:17

    Agro Registra Superávit de US$ 13,49 Bilhões em Agosto. Veja os Demais Destaques do AgroRound

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. A balança comercial brasileira encerrou agosto com saldo positivo de US$ 7,39 bilhões, alta de 23,8% ante o mesmo mês de 2025. O agronegócio respondeu por parcela relevante desse resultado, com exportações de US$ 15,18 bilhões, crescimento de 6,7%, e importações de US$ 1,68 bilhão, avanço de 5,0%.

    O saldo do setor alcançou US$ 13,49 bilhões, alta anual de 6,9%, segundo análise do Departamento Econômico da Faesp. Entre os principais produtos exportados, a soja em grãos liderou, com US$ 4,41 bilhões e aumento de 14,0%. Café verde, celulose, carne de frango in natura e farelo de soja também registraram expansão.

    As vendas externas de bovinos vivos cresceram 182,6% e atingiram o maior valor mensal da série. Já carne bovina, milho, açúcar bruto e suco de laranja apresentaram retração. Em São Paulo, o agronegócio manteve saldo positivo de US$ 1,6 bilhão, embora as exportações tenham recuado 16,6%, para US$ 2,04 bilhões.

    Açúcar, álcool, suco de laranja e carne bovina pressionaram o resultado. Em sentido contrário, farelo de soja, algodão, café solúvel e óleo essencial de laranja ampliaram as vendas externas. Exportação de café solúvel cresce 12,8% até agosto e setor projeta recorde em 2026 As exportações brasileiras de café solúvel somaram 65,3 mil toneladas entre janeiro e agosto de 2026, volume 12,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

    As vendas para a União Europeia avançaram 44,2%, impulsionadas pelo Acordo Provisório Mercosul-UE em vigor desde maio, enquanto os embarques para os EUA subiram 86,8% em agosto após o fim de tarifas adicionais. No mercado interno, o consumo do produto cresceu 11,9% no acumulado do ano, alcançando 19,7 mil toneladas. A combinação entre a demanda aquecida e a consolidação de acordos comerciais reforça a expectativa de resultados históricos de vendas para a indústria no encerramento deste ano.

    Contudo, a Abics alerta para os impactos da Reforma Tributária sobre a competitividade das exportações a partir de 2027. O setor enfrenta o fim do crédito presumido de PIS/Cofins sobre a matéria-prima, hoje fixado em 6,66%, e busca diálogo com o governo federal para mitigar o aumento na estrutura de custos operacionais. XCMG inaugura unidade no Espírito Santo e amplia rede de logística no Brasil Divulgação Executivos da XCMG durante inauguração oficial da fábrica A XCMG Brasil inaugurou, na quarta-feira (16), uma nova unidade no município de Serra, no Espírito Santo, para reforçar sua estrutura comercial, logística e de atendimento regional.

    A fabricante chinesa de máquinas pesadas, terceira maior do setor no mundo, busca aproximar a operação das demandas locais do mercado capixaba. A expansão dá continuidade à estratégia da companhia no país, onde atua desde 2000 e opera parque industrial em Pouso Alegre (MG) desde 2014. O presidente da fabricante no país, Li Hanguang, afirma que a estrutura fortalece a cadeia de suprimentos e amplia a eficiência nas entregas.

    A empresa contabiliza mais de 23,4 mil máquinas fabricadas na planta mineira até 2024. A nova operação integra o plano da marca para consolidar a presença nos segmentos de construção civil, mineração e agronegócio no mercado brasileiro e sul-americano. Indicador do café arábica do Cepea completa 30 anos com safra recorde e atenção à qualidade O Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica completou 30 anos de divulgação ininterrupta neste mês de setembro de 2026, enquanto a série do café robusta atinge 25 anos em novembro.

    A marca histórica coincide com a reta final da colheita da safra 2026/27, projetada pela Conab como recorde, mas marcada por gargalos de qualidade devido às chuvas atípicas entre junho e julho nas praças de Minas Gerais e São Paulo. A umidade prejudicou a secagem dos grãos, gerando um percentual elevado de lotes com a bebida comprometida e peneiras abaixo do padrão. A situação exige maior rigor das tradings no monitoramento das embarcações ao longo do ano safra.

    Por outro lado, a maior capitalização dos cafeicultores desacelerou as vendas pontuais. 600 por saca, e o do robusta opera perto de R$ 990 por saca. Os agentes de mercado voltam a atenção para as condições climáticas nas regiões produtoras durante o início da florada da safra 2027/28.

    A expectativa de um ciclo de bienalidade negativa na próxima temporada deve manter a oferta global restrita e limitar a pressão compradora sobre as cotações nos próximos meses. Base de usuários ativos do Acessa Agro, da Syngenta, cresce 35% no primeiro semestre de 2026 Divulgação/Syngenta Setor de fidelidade está aquecido e Syngenta está seguindo essa tendência para se relacionar com agricultores O Acessa Agro, programa de fidelidade da Syngenta, encerrou o primeiro semestre de 2026 com 116 mil cadastros ativos, número que representa uma alta de 35% no volume de novos usuários em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço ocorre em meio ao crescimento do mercado nacional de fidelização, cujo faturamento atingiu R$ 6,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, registrando alta anual de 11,2%, segundo dados da ABEMF.

    O engajamento na plataforma também apresentou expansão no período, com alta de 6% no número de clientes que efetuaram o resgate de prêmios e crescimento de 4% no volume total de transações. O público considerado premium registrou uma taxa de utilização das moedas SynCoins de 94% nos primeiros seis meses do ano. Para sustentar a retenção dos produtores, a companhia intensificou a presença em feiras agrícolas e promoveu reformulações de interface digital nos canais de atendimento.

    Pesquisas com leite de jumenta abrem mercado de funcionais e cosméticos no Nordeste Estudos da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) indicam o lançamento dos primeiros produtos alimentícios funcionais e cosméticos à base de leite de jumenta no Brasil ainda este ano. A região Nordeste concentra 90% do rebanho nacional da espécie, somando 696 mil animais no ecótipo Nordestino — volume quase oito vezes superior ao total da Europa Ocidental. A atividade foca no mercado de alto valor agregado devido às propriedades nutracêuticas e bioativas do insumo.

    As análises técnicas registraram média de 5 litros por fêmea/dia e identificaram rendimento proporcional ao peso de 169,19 g de leite por 100 kg a cada ordenha, superando raças como Jiangyue, Dezhou e Pêga. O manejo proposto define intervalos de 4 horas entre ordenhas, permitindo até três coletas diárias sem comprometer o desenvolvimento dos potros. As instituições dão sequência aos trabalhos focando em melhoramento genético, nutrição e consolidação da cadeia industrial regional.

    Cepea mapeia avanço e limites da inteligência artificial no setor de hortifrúti A Inteligência Artificial (IA) já atua na cadeia de frutas e hortaliças brasileira do monitoramento da lavoura à logística, segundo estudo da revista Hortifruti Brasil, do Cepea/Esalq-USP, publicado nesta quinta-feira (17). O levantamento aponta que o uso de sensores, câmeras e plataformas digitais auxilia no diagnóstico de doenças, na gestão da irrigação e na redução de perdas do setor. O avanço tecnológico, contudo, ocorre em ritmos distintos entre os diferentes elos do mercado.

    Enquanto soluções de classificação pós-colheita e previsão de demanda já integram operações comerciais, ferramentas como a colheita robotizada e a previsão de vida útil via gêmeos digitais seguem restritas à pesquisa ou em fase inicial de adoção no país. Segundo os pesquisadores do Cepea, a tecnologia atua como suporte à decisão do produtor, e a consolidação dessa nova era dependerá da eficiência e da precisão na aplicação prática das ferramentas no campo. Casa Marques Pereira testa uvas europeias e expande cultivo em Monte Belo do Sul Divulgação Cachos de uvas A vinícola Casa Marques Pereira está testando a adaptação das castas italianas Nebbiolo e Marzemino em Monte Belo do Sul (RS), avaliando lotes de 25 a 50 mudas ao longo de três safras antes do cultivo em escala.

    O processo analisa a sanidade, o ciclo de maturação e a resistência ao clima da Serra Gaúcha para garantir qualidade e menor risco sanitário durante as colheitas. O produtor Felipe Marques Pereira destaca que o objetivo não é replicar os rótulos europeus, mas expressar a identidade do terroir gaúcho. Após o período de testes, a vinícola aplica a seleção massal, utilizando as melhores plantas como doadoras de material genético para novas áreas de produção.

    A estratégia segue um plano de expansão comercial iniciado em 2025, quando a empresa implantou o cultivo da uva portuguesa Encruzado após validação em campo. Os novos vinhos produzidos a partir das variedades testadas, como Nebbiolo, Marzemino e Alvarinho, já estão disponíveis para venda no mercado nacional. Governo federal invoca instrumento jurídico e mantém abate de jumentos na Bahia O governo federal recorreu à Suspensão de Liminar e de Sentença (SLAT) para manter o abate de jumentos no estado da Bahia, sobrestando os efeitos da decisão proferida pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia em abril de 2026.

    A juíza federal Arali Maciel Duarte havia proibido a atividade, além de determinar o fim do confinamento e o resgate dos animais. A União alegou risco de lesão à economia pública para paralisar a execução do julgamento até o trânsito em julgado da ação civil pública. A manutenção da prática atende à operação de dois frigoríficos localizados em Amargosa e Itapetinga, que empregam cerca de 100 trabalhadores cada.

    Estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) indica que o comércio das peles representa 0,00003% das exportações do país, sem impacto relevante no Produto Interno Bruto (PIB) regional. 298 asininos. Entidades do setor agropecuário e de proteção animal pressionam pela apreciação de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa da Bahia para banir o abate.

    A modificação definitiva do entendimento judicial dependerá do julgamento dos recursos cabíveis nas instâncias superiores do Poder Judiciário. 496/2026 e em vigor desde 4 de setembro, estabelece a obrigatoriedade de 2% de mistura mínima de insumos sintéticos e minerais produzidos no Brasil a partir de julho de 2027. A meta progressiva fixa o índice em 10% até janeiro de 2037 para reduzir a vulnerabilidade do agronegócio nacional, que importou US$ 15,5 bilhões em fertilizantes em 2025 e mantém dependência externa superior a 80% do consumo total.

    O avanço da legislação impacta a gestão de custos na indústria de alimentos e bebidas, que absorve variações nos preços de grãos, açúcar e proteínas causadas por oscilações no mercado internacional. Com a alta de 50% no preço de referência da ureia entregue no país em maio, empresas do setor, como JBS e Nestlé, reforçam o mapeamento de riscos e estratégias de hedge para sustentar as operações até a regulamentação completa e a maturação dos novos investimentos industriais no país. Energia solar viabiliza processamento de açaí e impulsiona bioeconomia na Amazônia A comunidade Bela Conquista, na Reserva Extrativista Catuá-Ipixuna (AM), inaugurou uma minirrede solar de 50 kWp com 165 kWh em baterias para operar sua unidade de beneficiamento de açaí, com capacidade projetada em 36 mil litros por ano.

    O projeto é fruto de uma parceria entre a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), a Global Energy Alliance (GEA) e o Ministério de Minas e Energia (MME). A estrutura substitui geradores a diesel e resolve o histórico gargalo de fornecimento intermitente na região. A iniciativa é o primeiro projeto-pil

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