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    Agtechs Recebem R$ 94,7 Milhões em Investimentos no 1º Semestre de 2026. Veja os Destaques do AgroRound
    Forbes Brasil·30 de out., 17:29

    Agtechs Recebem R$ 94,7 Milhões em Investimentos no 1º Semestre de 2026. Veja os Destaques do AgroRound

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. As agtechs brasileiras captaram R$ 94,7 milhões no primeiro semestre de 2026, distribuídos em oito operações, segundo levantamento do Itaú BBA. Na comparação com o mesmo período de 2025, o número de transações recuou de 17 para oito, em um cenário de menor liquidez e maior rigor na seleção das startups pelos investidores.

    O estudo aponta que 92% das movimentações envolveram empresas dos segmentos Antes da Porteira e Dentro da Porteira. No primeiro, as agfintechs concentraram as operações, com soluções de crédito, gestão financeira e mitigação de riscos. Já no segundo, ganharam espaço tecnologias voltadas à gestão rural, telemetria e automação.

    Para Matheus Borella, da área de Estratégia e Inovação Agro do Itaú BBA, o capital permanece disponível para negócios capazes de comprovar retorno financeiro e ganhos de produtividade. O levantamento indica que eficiência operacional, automação e análise de dados estão entre os atributos mais valorizados na atual fase de investimentos no agronegócio. “Os números do primeiro semestre mostram um mercado mais seletivo, mas não menos relevante.

    O capital continua disponível para empresas capazes de comprovar ganhos de eficiência e geração de valor para o produtor. Mais do que financiar crescimento, os investidores estão priorizando tecnologias que entreguem resultado mensurável e contribuam para aumentar a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro”, afirma Borella. Estudo da Embrapa defende revisão do teto de THC para cannabis no Brasil Yanukit Raiva/Getty Images Cultivo de cannabis na estufa Pesquisadores da Embrapa, do Instituto Ficus e da Associação Nacional do Cânhamo Industrial recomendam a revisão do limite de 0,3% de THC para o cânhamo industrial no Brasil.

    De acordo com a Nota Técnica nº 01/2026, as condições tropicais de temperatura, radiação solar e fotoperíodo alteram a fisiologia da planta, elevando a concentração do composto mesmo a partir de sementes certificadas. O documento sugere elevar o teto para 0,5% ou 1%, alinhando as exigências às regras de países vizinhos como Paraguai, Uruguai e Argentina. A proposta visa reduzir custos de conformidade e evitar a perda de competitividade em culturas destinadas à produção de fibras e grãos, setor que será debatido na ExpoCannabis Brasil 2026.

    Jornada Amazônia capta R$ 7 milhões para acelerar startups de bioeconomia A plataforma Jornada Amazônia abriu inscrições para uma nova etapa do programa Sinergia com aporte de R$ 7 milhões. Financiada por BID Lab, Fundo Vale, Santander e Bradesco, a iniciativa liderada pela Fundação CERTI e pelo Instituto CERTI Amazônia selecionará 50 empreendimentos da Amazônia Legal brasileira e quatro de países da Pan-Amazônia, em parceria com o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém. O programa fornecerá suporte em modelagem financeira, aceleração tecnológica e acesso a mercados para empresas de setores como alimentos, biotecnologia e novos materiais a partir de 2027.

    O movimento amplia a atuação da plataforma, que mobilizou R$ 50 milhões nos últimos quatro anos para fomentar cadeias produtivas e atrair capital para a economia da floresta em pé. Biotecnologia atinge quase 100% das áreas certificadas de soja e algodão Wenderson Araujo-Trilux/CNA Planta de soja em estágios iniciais na mão de trabalhador na fazenda A biotecnologia alcançou praticamente a totalidade das lavouras de soja e algodão cultivadas com sementes certificadas no Brasil no ciclo 2025/2026, apontam dados da plataforma CropData, da CropLife Brasil. A combinação entre resistência a pragas e tolerância a herbicidas lidera a adoção nas duas culturas, cobrindo 38 milhões de hectares na soja (78% da área total) e 1,1 milhão de hectares no algodão (55%).

    O levantamento revela avanço de 210% no plantio de sementes não certificadas — próprias ou ilegais — entre as safras 2021/2022 e 2025/2026, atingindo um em cada cinco hectares cultivados no país. Na sojicultura, esse mercado paralelo já responde por 9,6 milhões de hectares (20% do total plantado), enquanto na cotonicultura a fatia soma 47 mil hectares (2,4%), pressionando a proteção da propriedade intelectual e os investimentos em pesquisa agrícola. Krilltech obtém R$ 22,5 milhões da Finep para planta piloto de nanodefensivos A Krilltech aprovou um projeto de subvenção econômica de aproximadamente R$ 22,5 milhões junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

    O montante será destinado à construção de uma planta piloto no Centro-Oeste voltada à produção experimental e validação de nanoherbicidas, nanofungicidas e nanoinseticidas, incluindo formulações à base de glifosato. O investimento marca a entrada da empresa no mercado brasileiro de proteção de cultivos, setor que movimentou R$ 98,7 bilhões na safra 2024/2025. Desenvolvido ao longo de 36 meses em parceria com UnB, UFV e UFRJ, o projeto visa transformar tecnologias de laboratório em escala industrial para reduzir impactos ambientais e ampliar a oferta de insumos nacionais no segmento.

    COBEA incorpora Vencomatic e Agroceres PIC à rede de bem-estar animal Divulgação/Agroceres PIC A Agroceres PIC atua no melhoramento genético suíno, integrando genética, tecnologia, biossegurança e suporte técnico aos produtores A Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) formalizou a adesão do grupo holandês Vencomatic e da empresa brasileira Agroceres PIC ao seu quadro de empresas parceiras. A entrada amplia a cooperação técnica nas frentes de avicultura de postura — com foco em sistemas livres de gaiolas ( cage-free ) — e suinocultura, direcionada ao aprimoramento genético, sanidade e manejo. A categoria de parceiros, inaugurada em março de 2026 com a Cooperl do Brasil, reúne fornecedores de insumos, genética e tecnologia para adequar padrões produtivos às exigências de sustentabilidade.

    Criada em 2024 pela certificadora Produtor do Bem, a iniciativa pré-competitiva conta com 12 empresas de alimentos e proteína animal no país, incluindo JBS, Minerva Foods, Nestlé e Danone. Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor e zera tarifas para agro na Noruega O agronegócio brasileiro passa a contar com preferências tarifárias para exportar ao mercado norueguês a partir de 1º de novembro, data de entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). A regulamentação governamental abrange produtos agropecuários como carne bovina, aves, milho, trigo duro, mel, maçãs e farinha de soja.

    Em 2026, a distribuição das cotas tarifárias ocorrerá por ordem de chegada no módulo LPCO do Portal Único Siscomex, sem divisão prévia entre os membros do bloco. Os exportadores devem comprovar regras de origem e conformidade fitossanitária, além de vincular a licença à Declaração Única de Exportação (DU-E) no prazo máximo de 60 dias para assegurar o benefício. Ourofino Agrociência reformula liderança e contrata novo diretor comercial Divulgação/Ourofino Agrociência Fábio Prata, Chief Operating Officer (COO) da Ourofino A Ourofino Agrociência anunciou Hélio Romano Junior como novo diretor Comercial da companhia.

    O executivo, que acumula 40 anos de trajetória no agronegócio e passagens por canais de distribuição e multinacionais, passa a integrar a estrutura liderada por Fábio Prata, recém-promovido a Chief Operating Officer (COO) e membro do Comitê Executivo. A reestruturação busca integrar as decisões de vendas, desenvolvimento e produção para atender à demanda por defensivos adaptados à agricultura tropical. Com fábrica em Uberaba (MG) e capacidade anual de 200 milhões de quilos/litros, a empresa nacional foca na execução dos planos de negócios e na aproximação com distribuidores.

    Vitalforce adota monitoramento via satélite em parceria com a UFU A Vitalforce, fabricante de bioinsumos do Grupo Lwart, incorporou o sensoriamento remoto por satélite ao suporte técnico oferecido a produtores rurais. Desenvolvido em conjunto com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o serviço monitora talhões comerciais em intervalos de 30, 60 e 90 dias após o plantio, gerando dados sobre vigor vegetativo, índice de área foliar e risco sanitário. A ferramenta orienta a aplicação localizada de insumos biológicos e corretivos com base na variabilidade identificada nas lavouras.

    A iniciativa busca atender à demanda crescente por agricultura de precisão, segmento projetado pela consultoria 360 Research & Reports para movimentar R$ 48,5 bilhões no ano, avanço impulsionado pela adesão de tecnologias digitais por 84% dos produtores do país. Livro propõe modelo de CPR Verde para monetizar preservação no agronegócio Divulgação Lançada pela Editora Dialética em 21 de outubro, a obra “A cédula de produto rural – ESG: o modelo GES e a monetização da preservação ambiental no agronegócio brasileiro”, de André Ricardo Passos De Souza, apresenta uma proposta para transformar a conservação ambiental em fonte de receita para o produtor rural. A publicação estrutura um modelo de negócios fundamentado na emissão de títulos verdes para a captação de recursos no mercado financeiro.

    A proposta defende a identificação e certificação de práticas socioambientais e de governança na cadeia agropecuária, integrando metas produtivas de alimentos, fibras e bioenergia à manutenção de áreas florestais preservadas. ADM abre 624 vagas temporárias para a safra 2027 em sete estados A ADM abriu processo seletivo com 624 vagas de trabalho temporárias voltadas à operação da safra de grãos de 2027. As oportunidades estão distribuídas em unidades de Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins e Santa Catarina, com início das atividades programado para 18 de janeiro de 2027.

    Minas Gerais concentra o maior volume de contratações, com 234 postos, seguido por Mato Grosso (140) e Maranhão (117). As funções prioritárias reúnem operadores de produção (373 vagas), auxiliares administrativos (117) e classificadores de cereais (95), além de postos em logística e faturamento. com .

    Reforma tributária gera alerta sobre fluxo de caixa na indústria de laticínios Nestor Tipa Júnior/AgroEffective Detalhe de trabalhadora numa indústria de laticínio A indústria de laticínios avalia com preocupação os impactos da reforma tributária sobre o capital de giro a partir de 2027, quando a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituirá o PIS e a Cofins. Embora itens como leite fluido, leite em pó, manteiga e queijos selecionados tenham alíquota zero na cesta básica nacional, o setor projeta acúmulo de créditos fiscais decorrentes de custos com insumos, embalagens, energia e frete. Segundo a Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), a demora no ressarcimento desses saldos credores e a indefinição sobre o crédito presumido na compra de matéria-prima de produtores não contribuintes exigem revisão imediata de contratos.

    A entidade recomenda reavaliar a classificação fiscal dos produtos — já que derivados como iogurtes e queijos fora da lista pagarão alíquota cheia — e auditar os créditos do Programa Mais Leite Saudável ainda em 2026. Instituto Mauá valida uso de etanol hidratado em motores a diesel O Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a fabricante de autopeças Tupy, comprovou a viabilidade técnica do uso de etanol hidratado em motores originalmente a diesel. Os testes em bancada dinamométrica mostraram que a plataforma de ignição por compressão mantém os níveis de torque e potência sem necessidade de conversão para o ciclo Otto ou modificações estruturais profundas.

    O projeto foca em veículos pesados, máquinas agrícolas e equipamentos fora de estrada, aproveitando a rede de distribuição e a frota de motores já instaladas no Brasil. O cronograma prevê nova etapa de calibração eletrônica e simul

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