Alcolumbre rebate oposição: “No 1º turno a urna prestou e no 2º não?”
2026) a coerência dos congressistas que contestam a urna eletrônica somente depois do 2º turno das eleições. O discurso foi feito em plenário e veio na sequência de críticas do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), à condução da Casa. A reação de Alcolumbre veio no mesmo dia em que o PL formalizou a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado, cargo que será disputado em 2027.
O momento é de tensão entre a oposição e a base governista em razão das emendas da redução da maioridade penal. Para Alcolumbre, a urna que foi comemorada pelo grupo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no 1º turno das eleições não pode ser considerada fraudada no 2º turno, do qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu reeleito . “No 1º turno a urna eletrônica prestou.
Serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição, serviu para eleger 20 e tantos senadores. E quando abriu no 2º turno não prestou mais a urna? Eu queria encontrar 1 para dizer que deu errado desde o 1º turno” , afirmou.
O discurso foi uma resposta às críticas que Alcolumbre recebeu durante a campanha eleitoral. Segundo ele, senadores que se elegeram pelo campo oposicionista concentraram críticas à sua gestão à frente do Senado para prejudicar sua imagem, sem apresentar propostas concretas aos eleitores. Alcolumbre também lamentou que adversários tenham vencido as eleições de outubro com base em “ataques pessoais” .
Ele disse: “Muitos atores políticos do meu país, chamado Brasil, se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas” . Para o presidente do Senado, propostas ligadas a universidades, institutos federais, saúde, democracia e desenvolvimento econômico foram substituídas nas campanhas por agressões e ameaças. “Deu os votos.
E nós estamos aqui, abriu as urnas e ganharam a eleição” , afirmou. O senador pediu ainda que as bancadas retomem o debate de pautas como infraestrutura, licenciamento ambiental, saúde, educação e desenvolvimento econômico. O senador apelou para que o Congresso busque um “senso razoável” nas discussões sobre o futuro do país.
Assista ao vídeo (3min35s): Fim de acordos entre PL e governo O discurso deu-se em um momento de tensão entre a oposição e o governo. No mesmo dia, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), anunciou o rompimento do diálogo com o Poder Executivo no Congresso Nacional. A decisão foi tomada depois de a base governista ter articulado para retirar da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública duas emendas sobre a redução da maioridade penal, uma de Marinho e outra do senador Camilo Santana (PT-CE), para que tramitassem de forma autônoma.
Depois da aprovação do destaque, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) sugeriu votar a urgência da matéria para acelerar a análise, o que exigiria um acordo de texto entre PT e PL. A proposta inicial tinha o aval de Alcolumbre, que segundo Portinha, teria feito acordo junto ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para garantir rapidez também entre os deputados. No entanto, Alcolumbre recuou e decidiu deixar o debate da maioridade penal para a Câmara dos Deputados, afirmando que respeitará o acordo com Motta para que os deputados deliberem primeiro.
“Eu aprendi na vida que acordo é para ser cumprido. Ou então não faça. Ainda que seja um mau acordo, cumpra na sua vida, porque a palavra vale muito”, declarou Carlos Portinho sobre a decisão do presidente do Senado.
O senador criticou a manobra e afirmou que o Senado abriu mão de seu papel institucional ao violar os acordos firmados. “A gente perdeu a iniciativa no Senado. O Senado hoje está submetido ao Poder Judiciário e à Câmara dos Deputados.
A gente está abrindo mão de ser a casa revisora”, declarou. Portinho argumentou que a oposição aceitou não votar destaques que poderiam derrotar o governo no plenário em troca de um compromisso de votação de uma proposta consensual de maioridade penal a 16 anos. O senador citou o constrangimento de senadores da base aliada, como Eduardo Braga, diante do recuo.
Ao final do discurso, o líder do PL afirmou que a oposição passará a obstruir e votar contra pautas prioritárias do Executivo no Congresso, citando a regulamentação das bets (apostas de quota fixa) e discussões sobre escala de trabalho. “Comigo não tem mais acordo. Com o governo não tem mais acordo.
Esgotou. Não tem acordo em reforma tributária. Não tem acordo em mexer em 5 por 2” , afirmou.
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