Alvos da Operação Vectura Corrupta negam elo com o PCC e criticam prisões
A empresa de ônibus A2 Transportes e a defesa do ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira rebateram as acusações da Operação Vectura Corrupta nesta quinta-feira, 17. O presidente da viação, Paulo Siqueira Korek, negou qualquer elo da companhia com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e classificou a investigação como uma manobra de "forte componente político". + Entenda o que é Política em Oeste A viação paulistana afirmou que seus recursos financeiros vêm exclusivamente dos contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo para a prestação de serviços.
A direção da empresa declarou que está à disposição das autoridades para apresentar documentos e que confia na Justiça. A medida atinge também o diretor da A2, Júlio Salvador Filho, que acabou preso na ação. "A A2 Transportes nunca teve envolvimento com o PCC e jamais fez lavagem de dinheiro", declarou Korek em nota oficial.
"Nossos recursos são provenientes exclusivamente dos contratos e pagamentos realizados pela Prefeitura pelos serviços que prestamos. Não temos outras fontes de entrada de recursos. " Ex-presidente da SPTrans busca soltura A defesa do ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira demonstrou surpresa com o mandado de prisão expedido contra o executivo.
Os advogados do escritório Fernando José da Costa alegaram que o cliente é primário, não possui antecedentes criminais e acumulou décadas de trabalho técnico na empresa pública de transporte. v=ea_h7SU3ALw Os defensores afirmaram que ainda não tiveram acesso à decisão judicial . A equipe jurídica pretende acionar os meios legais para revogar a prisão logo que examinar os autos do processo.
Operação Vectura Corrupta e reação da Prefeitura O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram a Operação Vectura Corrupta para combater a contaminação do sistema de transporte público por facções criminosas. As autoridades mobilizaram policiais para cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em sete municípios paulistas. Os investigadores apuram esquemas de lavagem de dinheiro, loteamento de linhas de ônibus e fraudes em licitações comandados pelo PCC.
A ofensiva mira nomes de peso da política e da gestão do transporte municipal. O ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite figura entre os principais alvos das ordens judiciais. Ele nega as acusações e deve se apresentar à Justiça até a manhã desta sexta-feira, 18.
Como resposta à operação, o prefeito Ricardo Nunes determinou a criação de um grupo especial formado pela Procuradoria-Geral, Controladoria-Geral, SPTrans e Secretaria de Mobilidade para analisar a intervenção na empresa A2. A gestão municipal prometeu uma auditoria rigorosa nos contratos e relembrou as intervenções aplicadas nas companhias Transwolff e UPBus em 2024. A Prefeitura também garantiu a circulação normal da frota de ônibus em toda a cidade.
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