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    Análise: Caso Master se reaproxima de Flávio Bolsonaro
    CNN Brasil·24 de set., 17:33

    Análise: Caso Master se reaproxima de Flávio Bolsonaro

    O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), usou, em janeiro de 2025, uma aeronave do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma viagem dos Estados Unidos ao Brasil, segundo reportagem publicada na quarta-feira (23) pela revista Piauí. Na avaliação da analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, ao Live CNN , o episódio reaproxima Flávio Bolsonaro do caso Master . “A gente está falando de uma prática que estava instalada na máquina pública brasileira, em que um banqueiro dava um jeito de fornecer regalias, viabilizar um estilo de vida luxuoso para pessoas públicas com o objetivo de obter vantagens para os seus negócios”, afirmou Clarissa.

    Reação de Flávio Bolsonaro Pouco após a divulgação da reportagem, o senador reagiu por meio de uma publicação nas redes sociais com tom irônico. No post, ele escreveu que “ainda bem que na época o avião era de Willer Tomaz”, acrescentando que, caso contrário, “teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”. A publicação buscou desvincular o episódio do nome de Daniel Vorcaro, apontando que o advogado Willer Tomaz detinha um terço das cotas da sociedade proprietária da aeronave por meio de uma empresa de sua titularidade — informação que o próprio Willer Tomaz teria confirmado à revista Piauí.

    Leia mais Quem é o advogado que diz ter bancado voo de Flávio em jato de Vorcaro Análise: Flávio reforça elo com investigado no INSS ao ironizar reportagem Saiba como é o Legacy 650, jato de Vorcaro em que Moraes e esposa viajaram Para Clarissa Oliveira, no entanto, a resposta de Flávio Bolsonaro não elimina as questões centrais do debate. “A gente tem um terceiro viabilizando uma viagem caríssima para uma pessoa pública e a sua família”, destacou a analista, lembrando que a viagem teria sido realizada com a família reunida, incluindo crianças. Clarissa também citou o caso do senador Jaques Wagner (PT-BA) , que teria tido “uma relação bastante questionável com um ex-sócio de Daniel Vorcaro”, e o da lobista Roberta Luchsinger , apontada como uma terceira com interesse no poder que “bajulava poderosos para conseguir vantagens para o seu negócio”.

    A pergunta central do debate A analista enfatizou que a questão fundamental a ser respondida por Flávio Bolsonaro e por outros agentes públicos envolvidos em situações semelhantes é se os custos dessas regalias foram pagos com recursos próprios. “Se sim, ok, ele tem esse dinheiro, a renda dele, o trabalho dele lhe deu esse dinheiro, legitimamente, é direito dele. Mas se não for, essa pergunta precisa ser feita”, declarou Clarissa.

    Segundo a analista, independentemente de quem esteja pagando a conta, o padrão de comportamento de terceiros que financiam um estilo de vida luxuoso para pessoas públicas merece escrutínio. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas.

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