SJX NEWS

    cnnbrasil.com.br

    CNN Brasil

    SJXNEWS
    Análise: Indefinição fiscal do governo vai além das contas públicas
    CNN Brasil·07 de nov., 11:00

    Análise: Indefinição fiscal do governo vai além das contas públicas

    O mercado financeiro tem muitas expectativas em relação à política fiscal do governo recém-eleito. As principais envolvem quem será o novo ministro da Fazenda, a reforma tributária e quais serão as medidas efetivamente concretas para contar o aumento da dívida. No entanto, a avaliação da Arko Advice é que nada deve acontecer nos próximos dias.

    Lula (PT) só deve realizar esse anúncio quando retornar da viagem que faz à Ásia para participar da COP 31 e da Cúpula da Asean. Com isso, qualquer declaração sobre uma equipe ministerial e uma mudança orçamentária deve ficar somente para a segunda quinzena de novembro. Ao mesmo tempo, o Planalto tem pressa para aprovar a Medida Provisória sobre o Imposto Seletivo .

    Leia Mais Análise: Centrão pisca, mas ainda não se encanta com Lula 4 Lula deixa definição do governo para depois da viagem à Turquia e Filipinas Alcolumbre articula apoio do PL em disputa no Senado O Executivo editou o texto em cima da hora, na última semana, e agora há uma pressa para a aprovação frente ao fato que a reforma tributária entra em vigor no dia 1º de janeiro do próximo ano, e ela acaba com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Caso a MP não seja aprovada, o governo corre o risco de ficar sem arrecadação dessa alíquota. E esse cenário já deve ocorrer em janeiro, isso porque o Imposto Seletivo só entra em vigor a partir do dia 2 de fevereiro.

    Portanto, durante o mês de janeiro, o governo está descoberto. E cada mês de arrecadação faz falta. Diante disso, também se discute no Congresso uma prorrogação do IPI até que o Imposto Seletivo seja aprovado.

    Outro aspecto ligado à reforma tributária é a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que está em discussão no Senado. No fim de outubro, o Tribunal de Contas da União encaminhou aos senadores uma alíquota referência de 11,3% à CBS , algo que gerou reações do setor empresarial e também dos parlamentares. Os grupos, especialmente o senador e relator Eduardo Braga (MDB-AM), disseram que o governo terá que convencê-los à avalizar o patamar do tributo.

    A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) vai fazer uma série de audiências públicas ao longo do mês de novembro para aprovar essa questão até meados de dezembro. Segundo a Arko, a tendência é de que o Senado aprove, mas com uma alíquota é menor. Além da reforma tributária, o setor empresarial está com bastante expectativa é com relação ao Fim da Escala 6×1.

    A CNC (Confederação Nacional do Comércio) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) entraram com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo Tribunal Federal tentando revogar essa medida ou adiar brevemente, ganhando mais de prazo para que a medida entre em vigor. O relator dessas ações é o ministro Flávio Dino, e ele convocou para a próxima semana uma audiência de conciliação. Dino também sinalizou de que ele não deve nem considerar inconstitucional a emenda, tampouco adiar o prazo de entrada em vigor.

    Mas ele quer fazer alguma conciliação para propor alguns ajustes, eventualmente, feito com base em acordo coletivo entre sindicatos e entre empresas. O governo pode também publicar, ao longo dos próximos dias, um decreto regulamentando a mudança na escala. * Cristiano Noronha é vice-presidente da Arko Advice.

    ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em CNN Brasil →