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    Análise: Irã faz apelo a americanos antes de eleições de “midterms”
    CNN Brasil·29 de set., 21:21

    Análise: Irã faz apelo a americanos antes de eleições de “midterms”

    A Guarda Revolucionária do Irã divulgou uma carta dirigida ao eleitorado norte-americano, pedindo que os eleitores rejeitem as políticas do presidente americano, Donald Trump, e aceitem uma proposta de coexistência pacífica. A analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta comenta o tema ao CNN 360° . O apelo foi feito pouco mais de um mês antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, e um porta-voz da organização chamou Trump de “grande mentiroso”, acusando-o de ocultar informações sobre o programa nuclear iraniano e sobre a eficácia do bloqueio ao abastecimento de energia proveniente do Golfo.

    Fernanda Magnotta avaliou os principais pontos da mensagem iraniana. Segundo ela, a carta — que tem 25 páginas — não se destina à Casa Branca, mas diretamente à população americana. Leia Mais Pesquisa: 79% dos americanos esperam guerra prolongada entre EUA e Irã Gestão de Ormuz é determinada pelo Irã, não por Trump, diz autoridade Análise: Com 6 meses de guerra, Irã prova que é capaz de manter a soberania “O objetivo dessa carta não é falar com a Casa Branca, é falar com o eleitorado americano às vésperas do pleito de meio de mandato “, afirmou Magnotta.

    Disputa pela narrativa da guerra De acordo com Magnotta, o documento iraniano tenta desmontar dois argumentos centrais do governo Trump . O primeiro é a afirmação de que a guerra estaria neutralizando a ameaça iraniana. O segundo é a ideia de que os Estados Unidos estariam recuperando o controle sobre o Estreito de Ormuz.

    “Basicamente, o que o Irã está tentando fazer nesse conteúdo dessa carta é atingir, golpear de morte, dois argumentos centrais do governo Trump”, explicou a analista. Magnotta destacou ainda que existe uma intensa guerra de narrativas em torno do Estreito de Ormuz. Enquanto os Estados Unidos afirmam haver uma certa normalização do canal, os iranianos sustentam o oposto.

    Dados de setembro apontam que cerca de 10 milhões de barris de petróleo passavam pelo estreito por dia — um volume considerado melhor do que em períodos anteriores, mas ainda bem abaixo dos níveis registrados antes do conflito, representando aproximadamente metade do fluxo habitual. Fragilidade iraniana e pressão doméstica A analista também apontou que, paralelamente à disputa narrativa, há uma discussão sobre o grau de fragilidade do Irã. Como indício dessa fragilidade, Magnotta citou o fato de o rial iraniano ter atingido uma mínima histórica, ultrapassando 2,5 milhões por dólar.

    “A fragilidade iraniana não é pequena e ela continua sendo um elemento real diante dessas negociações”, disse. Ainda assim, segundo Magnotta, os Estados Unidos também enfrentam dificuldades no processo. O objetivo central da carta iraniana seria ampliar a pressão doméstica sobre o governo Trump, transmitindo ao eleitorado americano a mensagem de que a guerra está custando caro e não entregando os resultados prometidos.

    “Eu diria que é mais uma gotinha na panela de pressão que virou essa disputa agora, tentando abraçar de uma vez por todas o eleitorado doméstico dos Estados Unidos”, concluiu a analista. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas.

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