Análise: Trump faz agenda dupla ao ajudar Flávio e acenar à Lula
A confirmação de que Jason Miller, assessor de presidente norte americano, Donald Trump, teria providenciado as acomodações logísticas para auxiliar na fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aos Estados Unidos levantou questionamentos sobre o impacto dessa postura na diplomacia entre os dois países. O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna explicou durante o CNN Prime Time , que o episódio revela uma estratégia dupla de Trump: por um lado, atender a inclinações ideológicas pessoais; por outro, preservar um canal institucional com o governo brasileiro. De acordo com o analista, Trump deseja manter uma relação com o Brasil com o objetivo principal de reduzir a influência da China sobre o país.
“Ele ainda acredita que há um caminho para fazer isso em coordenação com Lula, que ele recebeu na Casa Branca em maio, sete dias antes de visitar Xi Jinping, exatamente para demonstrar que é capaz de atrair o Brasil de volta para a órbita americana”, explicou. A proximidade entre Jason Miller e os Bolsonaros Jason Miller é descrito como uma figura do movimento MAGA muito próxima de Trump e também dos Bolsonaros. Sant’Anna lembrou que, em 7 de setembro de 2021, Miller esteve no Brasil para uma Conferência de Ação Política Conservadora junto à família Bolsonaro e acabou sendo interrogado pela Polícia Federal ao sair no aeroporto.
Na ocasião, ele teria telefonado para o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que lhe providenciou um advogado. “A relação deles é muito próxima. Dessa vez é ele que providencia u m avião para o irmão do Eduardo Bolsonaro”, destacou o analista.
Waack: Trump mantém Flávio em segundo plano e mira Brasília Governo Trump deve acelerar processo de green card de Flávio, diz NYT Base de Lula se divide sobre reforma do Judiciário Sant’Anna ressaltou que Miller atua desde meados do ano como estrategista de comunicação na Casa Branca , mas não em um cargo institucional — trata-se de uma função de apoio pessoal a Trump. O analista apontou ainda que a relação de Miller com o Departamento de Estado é “um pouco distante”, e que sua atuação é predominantemente no campo do lobby privado, tendo sido contratado, por exemplo, pelo governo indiano por 1,8 milhão de dólares para melhorar relações comerciais com os Estados Unidos. Dimensão ideológica, não institucional Para Sant’Anna, o envolvimento de Miller na contratação do avião demonstra que Trump preferiu manter a questão da relação com Flávio Bolsonaro “num nível mais ideológico, mais pessoal do que institucional”.
O analista ponderou que, se o Departamento de Estado tivesse se envolvido, o episódio teria uma dimensão completamente diferente. “As relações entre Brasil e Estados Unidos no campo institucional continuam com essa fragilidade reputacional em que Trump ataca o sistema eleitoral brasileiro para não reconhecer que a direita perdeu no Brasil”, afirmou. Sant’Anna também observou que Trump teria interesse em difundir a percepção de que a esquerda frauda eleições, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, como forma de não admitir derrotas eleitorais .
Ao mesmo tempo, o analista avaliou que Trump não considera conveniente romper com Lula. “Tudo vai depender de Lula agora, se ele consegue digerir essa relação em que a sua eleição é contestada por Trump”, concluiu Sant’Anna. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação.
Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN . Clique aqui para saber mais .
]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em CNN Brasil →
