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    Após alívio com manutenção dos juros, mercado não vê novos cortes em breve
    CNN Brasil·04 de nov., 22:32

    Após alívio com manutenção dos juros, mercado não vê novos cortes em breve

    Analistas do mercado financeiro enxergam que o Banco Central deixou pistas de que não deve haver novos cortes nos juros após a manutenção da Selic no atual patamar de 13,75% ao ano, conforme decisão publicada nesta quarta-feira (4). A decisão veio sem grandes surpresas aos agentes do mercado, que já apostavam majoritariamente no resultado . Mesmo assim, trouxe alívio diante da possibilidade de ruídos , como uma divisão da decisão.

    Em notas publicadas “ao quente” da decisão, analistas reforçaram que a decisão do Comitê foi acertada, ancorando os argumentos na recente piora das expectativas em reflexo à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República . Leia Mais BC destaca "aumento significativo" da incerteza no mercado; leia comunicado Selic a 13,75%: Quanto rendem R$ 1 mil na poupança, CDB ou Tesouro Direto? Brasil mantém maior taxa de juros reais do mundo; veja ranking Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, apontou que a decisão foi correta “por preservar a âncora monetária em um momento de elevada incerteza”.

    Após o efeito quase imediato com a vitória do petista, que se concretizou no Ibovespa afundar quase 18% na semana seguinte e o dólar disparar , o mercado agora fica em compasso de espera dos próximos movimentos do Executivo na pauta fiscal. O sentimento de insegurança que gera tanto ruído no mercado pode ser resumido em dois questionamentos: quem será o próximo chefe da Fazenda e qual linha fiscal se sobressairá em meio às disputas dentro do próprio governo? Para Chicoli, uma possível brecha para novas quedas da Selic está condicionantes ao desatar destes nós.

    “Acreditamos que, na ausência de um ajuste fiscal relevante por parte do governo, a taxa Selic não deve sofrer cortes adicionais nas próximas reuniões”, apontou. Sem grandes informações sobre a decisão – mais detalhes das discussões do colegiado devem sair na ata da reunião, divulgada na próxima terça-feira (10) -, o mercado buscou de lupa certos pontos no comunicado que possam dar luz aos próximos passos. Cristiano Oliveira, diretor executivo do Banco Pine, cita que o recado de desta quarta não trouxe a expressão “magnitude total do ciclo de calibração”, o que pode indicar que “a pausa poderá se estender além da reunião de dezembro.

    “A retomada da flexibilização em 2027 dependerá de uma melhora mais consistente das expectativas de inflação, da evolução da política fiscal e da confirmação do processo de desaceleração da atividade”, citou. Apesar de segurar os juros, o Copom admite no comunicado que indicadores mostram que a atividade no Brasil mostra sinais de perda de fôlego em 2026, mas há desancoragem das expectativas de inflação. Side Investimentos, cita que o BC não se mostra disposto a promover novos cortes, e que deve adotar uma postura de maior cautela.

    “Eventuais mudanças nesse cenário estarão condicionadas às sinalizações de comprometimento fiscal por parte do governo, ou à ausência delas”. ]]>

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