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    Após perder espaço na Oncoclínicas, MAK Capital compra fatia da Hapvida
    InvestNews·03 de nov., 13:30

    Após perder espaço na Oncoclínicas, MAK Capital compra fatia da Hapvida

    A gestora de investimentos MAK Capital comprou uma participação de 5,05% na Hapvida , operadora de planos de saúde que enfrenta dificuldades financeiras e uma forte desvalorização na bolsa. A aquisição de 25,36 milhões de ações foi informada pela companhia nesta terça-feira (3). A MAK afirmou que o investimento tem finalidade exclusivamente financeira e que não pretende assumir o controle ou interferir na administração da Hapvida .

    A chegada da gestora ocorre meses depois de uma disputa pelo comando de outra empresa brasileira do setor de saúde, a Oncoclínicas , na qual a MAK também é acionista . Com sede em Nova York, a MAK Capital é uma gestora de investimentos que tem histórico de atuação em empresas em dificuldades financeiras. Na Oncoclínicas, chegou a propor um aporte de R$ 500 milhões, condicionado a mudanças no conselho de administração.

    Leia também Negócios O plano de resgate da Hapvida: os desafios da nova gestão para reconquistar a confiança do mercado Negócios Após pedir mudanças na Hapvida, Squadra vende ações e diz que investimento foi seu ‘maior erro’ A proposta colocou a gestora em confronto com outros acionistas, especialmente a Latache Capital. Na assembleia de abril, a MAK tentou ampliar sua influência no conselho, mas não conseguiu eleger a maioria dos integrantes. Depois da derrota, desistiu do aporte.

    A disputa ocorreu em meio ao agravamento da crise financeira da Oncoclínicas, que entrou em recuperação extrajudicial em julho para renegociar suas dívidas. No último comunicado sobre sua participação, divulgado em maio, a MAK informou que havia reduzido sua fatia na Oncoclínicas para 4,99%, mas manteve bônus de subscrição que podem ser convertidos em ações. A crise na Hapvida A Hapvida enfrenta dificuldades para recuperar sua rentabilidade .

    No segundo trimestre de 2026, o lucro líquido ajustado caiu 95,8%, para R$ 12,5 milhões, pressionado pelo aumento dos custos médicos e das despesas com processos judiciais. O balanço provocou uma queda de 33% nas ações da operadora em um único pregão, em agosto. Além da pressão sobre os resultados, a companhia enfrenta perda de clientes e dificuldades na geração de caixa.

    Em outubro, a Fitch rebaixou a classificação de risco da Hapvida de AA+(bra) para A(bra), com perspectiva negativa, diante da deterioração de seus indicadores financeiros. ]]>

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