Após recusa de Tereza Cristina, Eduardo Gomes será relator da LDO
2026) pelos líderes partidários para relatar o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027. A escolha se deu depois que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para assumir a função. A congressista preferiu concentrar esforços nas articulações para disputar a presidência da Casa Alta em 2027 .
Nos bastidores, integrantes do PP avaliaram que a oferta da relatoria seria uma espécie de “prêmio de consolação” diante da disputa pelo comando do Senado, que também tem como candidato o senador Rogério Marinho (PL-RN), além do próprio Alcolumbre. Apesar de ter lançado oficialmente sua candidatura nesta 4ª feira, Marinho enfrenta dificuldades para reunir o apoio de toda a oposição. Senadores avaliam que parte dos votos declarados publicamente ao congressista potiguar pode, na realidade, ter outro destino.
“Marinho disse que tem mais de 30 votos, mas ele não leva em conta que parte deles, na verdade, vai para a Tereza” , disse um integrante do PP. Ex-ministra da Agricultura, Tereza pode se tornar uma alternativa para senadores de direita insatisfeitos com a candidatura de Marinho. O senador foi coordenador da campanha presidencial de F lávio Bolsonaro (PL) e enfrenta desgaste depois de declarações do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao chegar aos Estados Unidos depois de fugir do Brasil, Flávio divulgou uma carta em que afirmava, sem apresentar provas, que houve fraude nas eleições. Tal comunicado provocou divergências dentro do PL. A posição do senador não tem o apoio de todos os integrantes da sigla, inclusive do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto , que declarou não ter gostado da iniciativa.
Nesse cenário, Tereza tenta ampliar seu espaço entre os senadores de direita. A congressista e Marinho se reuniram na semana passada para discutir a possibilidade de concentrar o apoio da oposição em uma única candidatura. As conversas, porém, ainda não resultaram em acordo.
LDO e LOA A escolha de Eduardo Gomes também tem um componente político. Ex-líder do governo de Jair Bolsonaro, o senador integra a oposição, mas mantém proximidade com Alcolumbre e com a ala mais moderada do PL. O presidente do Senado busca ampliar o apoio de integrantes do partido à sua tentativa de reeleição em 2027.
nov), o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), foi escolhido por Alcolumbre para relatar o projeto da LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2027. A indicação veio depois de uma reunião de líderes com o presidente da CMO (Comissão Mista de Orçamento), deputado Domingos Neto (PSD-CE). A comissão ainda deve discutir o cronograma de análise das propostas orçamentárias.
Depois de uma reunião na 3ª feira, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que a expectativa é votar o Orçamento até 17 de dezembro. Além da LOA, Braga também será relator do projeto que estabelecerá a alíquota de referência da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), tributo criado pela reforma tributária. A proposta deve começar a ser discutida na próxima semana.
Orçamento A tramitação do Orçamento de 2027 ainda está em fase inicial. A LDO, que estabelece as diretrizes e prioridades para a elaboração do Orçamento, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. A LDO define as metas fiscais , as prioridades dos gastos públicos e os critérios para a distribuição dos recursos no ano seguinte.
Já a LOA detalha a previsão de receitas e despesas e determina quanto será destinado a cada programa e política pública. Pela legislação, a LDO deve ser aprovada no primeiro semestre, enquanto a LOA precisa ser votada até o fim do ano. Na prática, porém, é comum que a análise das propostas ultrapasse os prazos previstos.
A meta fiscal do governo federal para 2027 é de superavit primário de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a aproximadamente R$ 73,2 bilhões. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti , afirmou que a meta é inegociável. Segundo ele, o governo não pretende alterar as regras fiscais nem a trajetória de resultado prevista na LDO.
O ministro também declarou que medidas anunciadas recentemente pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não comprometem o planejamento fiscal. Entre elas estão o reajuste de 15% no valor do benefício do Bolsa Família, o lançamento do Desenrola Brasil 3 , voltado à renegociação de dívidas , e a criação de uma linha de crédito para MEIs (microempreendedores individuais). Depois de analisados e aprovados pela CMO, os projetos seguem para votação em sessão conjunta do Congresso Nacional, com a participação de deputados e senadores.
]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em Poder360 →