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    Argentina estende concessão de aeroportos da Corporación América até 2049
    CNN Brasil·29 de set., 16:25

    Argentina estende concessão de aeroportos da Corporación América até 2049

    O governo da Argentina aprovou, nesta segunda-feira (28), a renegociação contratual de 35 aeroportos administrados pela Corporación América e estendeu suas concessões até 2049 — 11 anos a mais do que o prazo original. Há uma possibilidade de prorrogação adicional até 2056, que está condicionada a investimentos de US$ 600 milhões. A empresa precisará concluir 75% das obras previstas até o fim de 2031.

    A renegociação também mantém em 15% da receita bruta o valor de outorga pago pela concessionária ao governo argentino. Leia Mais ANAC flexibiliza assistência aos passageiros em casos de voos atrasados Agências reguladoras de infraestrutura ganham espaço no orçamento de 2027 Voos internacionais podem diminuir com o início da Reforma Tributária O plano de obras concentra investimentos no aeroporto internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, principal porta de entrada e saída do país. O aeroporto receberá mais de US$ 750 milhões em projetos.

    Estão previstas a ampliação do terminal internacional e intervenções em pistas, plataformas e sistemas operacionais. Aeroparque, Córdoba, Mendoza, Bariloche e Iguazú também aparecem entre os maiores destinos dos investimentos. No Brasil, a Corporación América é controladora da Inframérica, que administra o aeroporto de Brasília desde 2012.

    Em comunicado, a empresa informou que a renegociação busca responder ao aumento do fluxo de passageiros e permitir a execução de um novo ciclo de investimentos. A empresa também destacou que a taxa interna de retorno prevista no novo acordo ficou em 14,3%. O acordo encerra ainda uma disputa entre a concessionária e o governo argentino em torno do desequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

    A disputa se arrastava desde a pandemia de covid-19. Para o BTG Pactual, a renegociação reduz riscos regulatórios para a Corporación América. Em relatório divulgado nesta terça-feira (29), o banco estimou que a mudança acrescenta cerca de US$ 1,8 bilhão ao valor presente líquido da companhia.

    O cálculo equivale a aproximadamente 42% do valor de mercado da empresa. O BTG também destacou que a nova taxa de retorno de 14,3% ficou abaixo dos 16,45% previstos anteriormente. Ainda assim, os analistas consideram que o novo contrato melhora a previsibilidade econômica da concessão argentina.

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