As 3 Lições de Kimi Antonelli Para Ter Sucesso Dentro e Fora das Pistas
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Não é usual que uma pessoa de 20 anos, ainda no início da carreira, tenha muitos ensinamentos valiosos a compartilhar. Mas o italiano Andrea Kimi Antonelli , campeão mundial na sua segunda temporada na Fórmula 1 , é obviamente uma exceção.
Que ele é rápido, não havia nenhuma dúvida. Mas no encontro promovido na última sexta-feira (6) para convidados do Nubank no Palácio Tangará (um hotel de luxo em frente ao parque Burle Marx, no bairro do Morumbi), em que conversou com Cristina Junqueira , cofundadora do banco e chefe da operação nos Estados Unidos, Kimi mostrou também uma impressionante maturidade emocional e capacidade de refletir sobre sua profissão. A seguir, três pensamentos do jovem piloto que podem ajudar qualquer pessoa, em praticamente qualquer atividade: 1- Não é foco no resultado.
É no processo A grande diferença de mindset entre seu primeiro e segundo anos na F-1, disse Kimi, é que na estreia ele tinha em mente onde queria chegar, estava focado nos resultados a atingir; mas no segundo ano, virou uma chave: o foco passou a ser o processo, a atividade em si. Tradução: sonhar, planejar é importante. Mas a excelência está na execução.
Divulgação Cristina Junqueira, do Nubank, e Kimi Antonelli 2- A superstição ajuda. Se for um retrato de boas intenções Kimi tem diversas superstições, que segue religiosamente: sempre usa nas corridas o colar que sua mãe lhe deu, sempre entra e sai do carro pelo lado esquerdo, faz a mesma série de exercícios de aquecimento antes de entrar no carro, tem apego ao número 12 (também uma homenagem a Ayrton Senna )… Mas essas superstições são menos crenças irracionais do que rituais para manter foco, concentração e atitude. Os exercícios, por exemplo, estimulam sua coordenação motora; e o ajudam a entender se está devidamente preparado.
“Quando eu não preciso pensar nos movimentos, é sinal de que estou tranquilo, no controle”, diz. Se não for o caso, ele já sabe que precisa se concentrar para entrar no estado mental favorável. Antes de entrar no carro, ele cumprimenta cada membro da equipe com um high-five (a mão espalmada, no alto).
É mais do que troca de energia, é o reconhecimento da importância da equipe como um todo e de cada integrante em particular. O número 12 não é somente um tributo ao seu maior ídolo Ayrton Senna, que correu com ele nos anos da Lotus e ao vencer seu primeiro título, em 1988, pela McLaren. É também a idade que ele tinha ao se juntar ao programa Junior da Mercedes.
Mais do que isso, embora possa correr com o número 1 no ano que vem, direito adquirido por ser o campeão deste ano, Kimi avisou que manter o número 12 é uma forma de se “manter humilde e centrado”. E ele beija o carro. É uma questão de mostrar gratidão, admiração e respeito pela máquina (e, por extensão, a equipe, a organização, o público, o universo).
3- Amor é crucial. Mas tem que ser do tipo duro O pai de Kimi – Marco Antonelli, ex-piloto e hoje dono de uma equipe kart – não queria que ele seguisse a profissão. Ao ver sua dedicação e os primeiros resultados, convenceu-se.
Porém, era bastante exigente com o filho. “Eu me lembro de muitas vezes, quando criança, não entender por que ele era tão duro comigo”, disse Kimi. ” O post As 3 Lições de Kimi Antonelli Para Ter Sucesso Dentro e Fora das Pistas apareceu primeiro em Forbes Brasil .
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