SJX NEWS

    revistaoeste.com

    Revista Oeste

    SJXNEWS
    Aumento do Bolsa Família
    Revista Oeste·23 de set., 20:24

    Aumento do Bolsa Família

    O país está dividido entre os brasileiros que ficam horrorizados com os gastos do Bolsa Família e aqueles que dizem: “Você viu? ”. Infelizmente, eu ouvi isso nesta semana.

    Mas vamos às definições: para que ele foi criado? O Bolsa Família foi criado para beneficiar pessoas com renda familiar per capita de até R$ 218. Assim, uma família de quatro pessoas, na qual apenas uma trabalha e recebe um salário de R$ 1,6 mil, possui renda per capita de R$ 400 e, portanto, não tem direito ao benefício.

    Esse valor tenta amenizar a extrema pobreza determinada pela Organização das Nações Unidas (ONU) , que considera nessa situação as pessoas que ganham menos de US$ 3 por dia. Para a própria ONU, quem ganha menos de US$ 90 por mês, ou aproximadamente R$ 468, está em situação de extrema pobreza. Aqui encontramos nosso primeiro dilema: para o mundo, uma família de quatro pessoas que vive com apenas um salário mínimo está em situação de extrema pobreza.

    + Entenda como funciona a política brasileira no guia de Oeste Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , nossa renda per capita está dividida da seguinte forma: 13,3% da população, cerca de 27 milhões de brasileiros, vivem com até um quarto do salário mínimo, como no exemplo acima; 18,5%, ou 37,6 milhões de pessoas, vivem com até meio salário mínimo; 29,2%, ou 59,3 milhões de brasileiros, vivem com até um salário mínimo; e 39% da população vive com mais de um salário mínimo. Como temos, segundo o governo, aproximadamente 50 milhões de pessoas em famílias que recebem o Bolsa Família, a conta parece não fechar. Afinal, isso significaria que perto de 24% da população brasileira teria renda familiar per capita inferior a R$ 218.

    No entanto, os dados do IBGE não apontam nessa direção. E aqui surgem três perguntas básicas que precisam ser respondidas, tanto para aqueles que estão horrorizados com os gastos do programa quanto para aqueles que estão felizes com o aumento de cerca de R$ 90. v=NAINqOHppws Por que existe miséria no Brasil?

    Se uma pessoa recebe R$ 691 por mês do Bolsa Família, isso significa, no câmbio de hoje, uma renda de aproximadamente US$ 4,50 por dia e, com essa renda, segundo a ONU, ela não estaria mais na miséria. Se o IBGE diz que 27 milhões de brasileiros ganham até R$ 400 por mês e, para ser beneficiário do Bolsa Família, é preciso ter renda de até R$ 218 por pessoa, como temos 50 milhões de beneficiários? Quem é o maior beneficiário dessa fraude: a população que mente para receber o benefício ou o político que mente ao dizer que seu objetivo é acabar com a pobreza?

    Duas respostas sobre o Bolsa Família  1 — Os dados sobre a miséria no Brasil não são confiáveis O IBGE afirma que mais de 7 milhões de brasileiros, ou 3,5% da população, vivem com renda inferior a R$ 218 por pessoa. Mas, se essas pessoas não recebem o benefício, por que não recebem? E, se recebem, então já não estariam mais em situação de miséria.

    2 — Existe uma fraude no número de beneficiários Os 50 milhões custarão, em 2027, aproximadamente R$ 180 bilhões ao ano. Caso fossem apenas 7 milhões de brasileiros, teríamos um orçamento de aproximadamente R$ 26,6 bilhões no ano que vem. Não sei dizer se o brasileiro que burla o sistema ou o político que, por meio desse mecanismo, compra votos é o maior beneficiado.

    Mas, com certeza, o sistema produtivo é o maior perdedor, seja por pagar impostos cada vez mais altos, seja por enfrentar uma escassez crescente de mão de obra de baixa qualificação. Em resumo, o problema não é o programa Bolsa Família. Existem programas semelhantes em vários países que enfrentam desafios parecidos com os do Brasil, como o 4Ps, nas Filipinas; o Renta Ciudadana, na Colômbia; o PKH, na Indonésia; e o CSG, na África do Sul.

    O nosso problema é a falta de honestidade de parte da classe política e também de parte da população. v=CSsf19uQh_4 A saída da pobreza não está em distribuir escassez, mas em produzir prosperidade: elevar a renda per capita por meio do trabalho, da produtividade e do investimento, como fizeram os Estados Unidos no início do século 20 e a Coreia do Sul no final dele. O Brasil não precisa administrar a pobreza; precisa criar as condições para que o trabalho volte a ser o caminho mais rápido para o enriquecimento.

    Leia também: "Programas sociais: da assistência à autonomia" , reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 340 da Revista Oeste E mais: "A cidade que quer vencer o Bolsa Família" , por Uiliam Grizafis O post Aumento do Bolsa Família apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em Revista Oeste