Banco Central Europeu mantém taxa de juros em 2,50% ao ano
2026) que manteve a taxa de depósito em 2,50% ao ano, decisão alinhada ao consenso do mercado. A autoridade monetária havia elevado os juros na reunião de setembro. A manutenção da taxa foi justificada pela estabilidade do núcleo da inflação e pela ausência de pressão salarial relevante.
O BCE, porém, reconhece riscos no horizonte, especialmente relacionados ao custo de energia. A instituição apontou que o aumento dos preços de energia representa risco de alta para a inflação e de queda para o crescimento, ainda que os efeitos desse choque não tenham se manifestado integralmente. As condições de financiamento também se tornaram mais restritivas desde a última reunião, o que, segundo o BCE, deverá pesar sobre os preços e a atividade econômica.
“A maior magnitude e duração do choque energético, bem como as suas implicações em termos de efeitos indiretos e de 2ª ordem, deverão impulsionar a inflação e reduzir o crescimento” , afirmou o comunicado do BCE. Além da taxa de depósito, o BCE manteve inalteradas as taxas de refinanciamento e de empréstimos, em 2,65% e 2,90%, respectivamente. O BCE reafirmou o compromisso com a meta de inflação de 2% ao ano e declarou estar bem posicionado para navegar o atual cenário de elevada incerteza.
A autoridade monetária sinalizou que cada decisão será tomada de forma independente, reunião a reunião, com base nas perspectivas de inflação e nos riscos associados. “O Conselho do Governador está pronto para ajustar todos os seus instrumentos dentro do seu mandato para garantir que a inflação se estabilize na sua meta de 2% no médio prazo e para preservar o bom funcionamento da transmissão da política monetária” , afirmou o comunicado. out) foi publicada poucas horas depois de Christine Lagarde anunciar que deixaria a presidência do BCE antes do término previsto de seu mandato, em 7 de fevereiro.
A conferência de imprensa de Lagarde estava marcada para a manhã desta 5ª feira, quando ela deve ser questionada tanto sobre a situação da dívida francesa quanto sobre seu próprio futuro. A Reuters noticiou que o Fórum Econômico Mundial pode nomear Lagarde como sua próxima presidente já em novembro de 2026, o que aceleraria uma reformulação mais ampla na cúpula do BCE. ]]>
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