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    Money Times·27 de out., 15:46

    Banco do Brasil (BBAS3): Citi manda vender e vê novo tombo pela frente após eleições; veja outras recomendações

    O Citi revisou sua cobertura dos bancos após o resultado eleitoral, e a notícia não é das melhores para os investidores do Banco do Brasil ( BBAS3 ). Os analistas rebaixaram a recomendação da estatal para venda e reduziram o preço-alvo de R$ 22,40 para R$ 15, o que implica um potencial de queda de cerca de 20% em relação ao fechamento da última segunda-feira (27). Segundo o banco, pesam sobre a tese de investimento as crescentes preocupações com a qualidade dos ativos, especialmente no agronegócio, além da maior exposição a riscos políticos e regulatórios.

    Mas não foi apenas o BB que passou pela faca do Citi. O Bradesco ( BBDC4 ) também teve sua recomendação rebaixada para neutra , com o preço-alvo reduzido de R$ 21 para R$ 16. Para o Citi, o único bancão que segue com recomendação de compra é o Itaú, graças à qualidade superior dos lucros, à disciplina na concessão de crédito e à sólida posição de capital.

    Seguradoras ganham espaço Se os bancos perderam atratividade, algumas seguradoras passaram a ocupar lugar de destaque. O Citi elevou as recomendações de Caixa Seguridade (CXSE3) e Porto (PSSA3) para compra, apostando no perfil mais defensivo dessas companhias. Para os analistas, as duas empresas combinam características bastante valorizadas em momentos de incerteza: lucros resilientes, dividendos atrativos e forte geração de caixa.

    “A Caixa oferece um modelo de negócios com baixa necessidade de capital e alta previsibilidade, enquanto a Porto reúne operações diversificadas”, destacou o banco. Mercado de capitais segue pressionado Já as empresas ligadas ao mercado de capitais ficaram do lado negativo da revisão. O Citi rebaixou as recomendações de XP Inc.

    (XP) , B3 (B3SA3) , BR Partners (BRBI11) e PagSeguro (PAGS) para neutro. A avaliação é que juros mais altos e um ambiente fiscal mais incerto tendem a manter os investidores afastados dos mercados, limitando o crescimento dessas companhias. “Embora a qualidade das franquias permaneça forte, vemos um cenário operacional menos favorável”, afirmaram os analistas.

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