SJX NEWS

    moneytimes.com.br

    Money Times

    SJXNEWS
    Money Times·30 de out., 13:08

    Banco do Japão mantém juros em 1,25%, mas deixa alta em dezembro no radar

    O Banco do Japão ( BoJ ) manteve a taxa básica de juros em 1,25% nesta sexta-feira (30), mas sinalizou que uma nova alta pode acontecer já em dezembro. Após quase 14 anos de esforços para alcançar a meta de inflação de 2%, a autoridade monetária avalia que o desafio agora é manter os preços próximos desse patamar. A decisão de preservar os juros era amplamente esperada e dá ao banco central mais tempo para avaliar os efeitos dos aumentos anteriores sobre o crédito.

    A manutenção, porém, não foi unânime: o integrante da diretoria Hajime Takata defendeu uma elevação da taxa para 1,5%. Na entrevista coletiva, o presidente do BoJ, Kazuo Ueda , afirmou que os juros serão discutidos a cada reunião, incluindo a de dezembro. Embora tenha evitado indicar um calendário fixo de altas, ele reforçou que o banco central está atento ao risco de a inflação superar a meta.

    “É importante ancorar a inflação subjacente em torno de nossa meta. Isso não significa que vamos simplesmente ficar parados esperando. Ajustaremos a política monetária conforme apropriado para que a inflação subjacente fique ancorada em torno de 2%”, afirmou.

    Da busca pela inflação ao risco de excesso A avaliação do BoJ marca uma mudança na condução da política monetária japonesa. Depois de anos tentando estimular a alta dos preços, a instituição considera que a inflação subjacente — que busca captar a tendência dos preços — atingiu um nível compatível com o objetivo de 2%. Com isso, a atenção passa a se concentrar na sustentação desse resultado e nos riscos de novas pressões inflacionárias.

    Segundo Ueda, as condições financeiras continuam favoráveis à atividade, mesmo após as elevações dos juros. “Existem vários riscos de alta. Portanto, devemos estar atentos ao risco de a inflação ultrapassar nossa meta”, disse.

    O cenário mantém aberta a possibilidade de novos aumentos nos próximos meses, embora o ritmo dependa da evolução da economia, dos preços e das condições de financiamento. Essa preocupação aproxima o BoJ dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa, que também monitoram pressões inflacionárias associadas à expansão da inteligência artificial e ao choque de energia provocado pela guerra no Irã. BoJ acelera venda de ETFs O banco central japonês também anunciou que vai acelerar as vendas de fundos negociados em bolsa (ETFs) a partir de janeiro, em mais um passo de retirada dos estímulos monetários.

    O volume anual passará de 330 bilhões de ienes para 860 bilhões de ienes, o equivalente a cerca de US$ 5,5 bilhões. A medida reforça o afastamento da política de juros muito baixos e de compra de ativos que marcou a atuação do BoJ durante os anos de combate à inflação baixa. *Com informações da Reuters ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em Money Times →