Banqueiro elege melhor nome para Fazenda e vê Lula 4 ‘bem melhor’ que Lula 3
O mercado vive banho de sangue após a vitória quase improvável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , que precisou arrancar uma virada em apenas três semanas. E, justamente por isso, o governo Lula 4 pode ser melhor do ponto de vista fiscal do que foi o Lula 3 . Pelo menos na visão de um banqueiro da Faria Lima ouvido pelo Money Times .
Isso porque a virada de Lula nasceu de um movimento espontâneo da sociedade civil, que “se assustou com o que vinha do outro lado”. Para esse banqueiro, o movimento cobrará de Lula foco e empenho nas questões que mais tirem o sono da população: déficit fiscal e juros altos, criminalidade, abusos e corrupção no Judiciário. “Esses pontos terão de ser endereçados”, afirmou.
Lula sagrou-se presidente da República com uma vantagem de 4,4 milhões de votos, o que também afasta um possível risco institucional de contestação do resultado eleitoral. Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota e disse que pedirá a anulação das eleições. Especialistas consideram essa hipótese remota.
Quem será o ministro da Fazenda? Agora, o mercado começa a calcular quem poderá assumir o Ministério da Fazenda. Para esse banqueiro, o nome dos sonhos seria Mansueto Almeida , atualmente economista-chefe do BTG Pactual .
Almeida é uma das maiores referências do país quando o assunto é contas públicas, um dos principais pontos de preocupação do mercado. A consultoria Capital Economics projeta que a dívida passe de aproximadamente 82,5% do Produto Interno Bruto ( PIB ) em 2026 para cerca de 95% ao fim do próximo mandato, em 2030. No entanto, o favoritismo parece estar com o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB) .
Na avaliação do banqueiro, ele seria o melhor nome dentro do governo. Outro postulante é o governador do Piauí , Rafael Fonteles . Há, porém, uma ressalva: trata-se de um nome ainda pouco conhecido pelo mercado financeiro.
“Não conheço. Sei que tem um currículo brilhante como matemático e político”, disse. Fonteles afirmou nesta segunda-feira que nunca tratou com Lula sobre política econômica, afastou a possibilidade ser ministro da Fazenda e disse que a responsabilidade fiscal do presidente vai acalmar os mercados “muito em breve”.
“Qualquer menção positiva ao nosso nome, a gente agradece, mas eu nunca tratei com o presidente da república sobre qualquer cargo, um eventual mandato dele, antes da eleição ou depois da eleição”, disse. Governo corre para apagar incêndio Para tentar apaziguar os ânimos, o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira, 26, em entrevista ao Broadcast, que ainda este ano deve promover uma mudança na lei ou mesmo na Constituição para buscar o centro da meta fiscal. “Nós vamos mudar a lei ou, se necessário, a Constituição para buscar formalmente o centro da meta”, afirmou.
Segundo ele, se há atualmente alguma dúvida das áreas jurídicas sobre se, de fato, é possível ou não fazer mais ou menos contingenciamentos por causa da obrigação de executar o orçamento, alterações poderiam ser feitas. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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