Barcelona busca US$ 342 milhões para concluir reforma de estádio após atrasos
O FC Barcelona está conversando com investidores para medir o interesse em uma colocação privada de dívida que ajudará a concluir a reforma, realizada há anos, do estádio Spotify Camp Nou, projeto marcado por atrasos. O clube de futebol espanhol está discutindo com investidores a venda de € 300 milhões (US$ 342 milhões) em títulos classificados como grau de investimento, divididos em três tranches, com vencimentos de até 30 anos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. O Goldman Sachs está estruturando a operação, disseram as pessoas, que pediram anonimato por se tratar de informações privadas.
Leia também Negócios Red Bull eleva gastos com atletas a US$ 1,7 bilhão e lucro cresce 12% em 2025 Negócios BTG fecha acordo com WTorre e passa a controlar a operação do Nubank Parque A dívida faz parte de um pacote de financiamento de € 510 milhões (US$ 581 milhões) aprovado na semana passada pelos membros delegados do FC Barcelona para concluir o projeto. Além da reforma, o pacote ajudará a cobrir custos adicionais provocados pelos atrasos, bem como ampliações no projeto, incluindo novas áreas VIP e de hospitalidade, aumento do espaço destinado ao museu e melhorias na conectividade 5G, segundo o clube. As colocações da nova dívida devem ocorrer entre outubro e novembro.
Em um Investor Day realizado na semana passada, o clube recebeu forte interesse de investidores atuais e potenciais pela nova dívida, segundo algumas das pessoas familiarizadas com o assunto. Porta-vozes do FC Barcelona e do Goldman Sachs se recusaram a comentar. A receita do FC Barcelona foi afetada nas últimas três temporadas porque o clube precisou jogar em um estádio menor e de acesso mais difícil enquanto aguardava a conclusão das obras em sua casa histórica.
O clube originalmente levantou € 1,45 bilhão (US$ 1,65 bilhão) em dívida para financiar o projeto Espai Barça, que deve elevar a capacidade do estádio para cerca de 105 mil pessoas, ante mais de 99 mil atualmente, além de acrescentar novos espaços para outros esportes, como basquete e handebol, um novo museu e uma nova loja, entre outras instalações. Durante a reforma, que inicialmente deveria ser concluída neste ano, o clube de futebol tem jogado no Estadi Olímpic Lluís Companys, em Montjuïc, com cerca de metade da capacidade do Camp Nou, e em um Spotify Camp Nou limitado a cerca de 63 mil lugares. O time terá de voltar a jogar em Montjuïc no primeiro semestre da temporada 2027/28, até que as obras sejam concluídas.
Aumento dos custos Os membros do clube também ratificaram a emissão de € 210 milhões (US$ 239 milhões) em títulos de taxa fixa lastreados em receitas futuras de transmissão da La Liga e da UEFA, conhecidos como media notes . Metade dos títulos já foi vendida em julho, com vencimentos de até 10 anos e uma estrutura bullet , na qual o principal não é pago até o vencimento. Os € 300 milhões (US$ 342 milhões) em títulos do estádio farão parte do veículo de securitização que o clube utiliza para a dívida destinada ao financiamento do projeto Espai Barça.
Os credores haviam concordado em não cobrar juros sobre a dívida original até 2026, quando a expectativa era de que as obras do estádio estivessem concluídas. Os novos títulos provavelmente terão um custo maior devido à alta das taxas de juros, disseram as pessoas. Os media notes emitidos em julho foram colocados a uma taxa de juros de cerca de 5,14% junto a investidores atuais e novos de colocações privadas.
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