Barrado pelo TSE, Arruda chama momento de “última missão” no DF
2026), que não irá recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que barrou o registro de sua candidatura ao Palácio do Buriti, chamando o momento de “última missão” em Brasília. Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, ele disse estar triste e indignado com o resultado, mas reafirmou respeito ao Judiciário. A Corte determinou que a decisão seja enviada ao Tribunal Regional Eleitoral do DF para que seu nome seja excluído das urnas eletrônicas e seu acesso aos fundos de campanha seja suspenso.
Foram 5 votos a 2. “A contribuição que devo dar neste momento como brasileiro é dizer que confio na Justiça, mesmo quando suas decisões contrariam o meu ponto de vista e o que eu considerava correto” , declarou Arruda no vídeo. Segundo o ex-governador, é “hora de agradecer a todos, de dizer que talvez tenha cumprido minha última missão em Brasília” .
” Ao se dirigir a integrantes de sua campanha, pediu desculpas por “desapontá-los” e declarou que sempre teve “confiança” de que registrou a candidatura de acordo com a lei. “Aliás, os 2 votos divergentes no TSE deixam muito claro, à luz do dia, a vigência da lei e o meu direito” , disse. Apesar de reconhecer tristeza e indignação, o ex-governador fez questão de descrever seu estado como sereno.
“Estou muito tranquilo pessoalmente. Triste, claro, indignado até com o que se fez, mas respeitoso” , disse. Assista ao vídeo (3min12s): ARRUDA INELEGÍVEL A decisão do TSE segue o entendimento do TJ-DFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios), que já havia indeferido em agosto o registro de candidatura de Arruda.
A discussão principal foi a forma de contagem do período de inelegibilidade depois de mudanças na Lei da Ficha Limpa. O TRE-DF entendeu que o ex-governador continua inelegível. Pelas novas regras, aprovadas em 2025, a inelegibilidade é de 8 anos quando as condenações são conexas e de 12 anos nos demais casos.
O Ministério Público indicou que há 6 condenações contra Arruda fora do prazo de 8 anos. Ou seja, mesmo no cenário mais favorável, o prazo não terá sido cumprido até as eleições de outubro. A defesa de Arruda argumentou que as condenações do ex-governador são conexas e, portanto, deveriam ser consideradas conjuntamente para o cálculo.
Segundo o MP, porém, o ex-governador está inelegível até 2030, considerando o prazo de 12 anos . ]]>
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