Baterias podem reduzir cortes de energia em até 50%, estima ONS
O uso de baterias no sistema elétrico brasileiro poderá reduzir os cortes de geração de energia, conhecidos como curtailment, em 40% a 50%, a depender do resultado do leilão de armazenamento, previsto para dezembro. A estimativa foi apresentada pelo diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Márcio Rea. As falas foram ditas durante o CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado , nesta quinta-feira (24), em São Paulo, com especialistas e lideranças do setor.
Leia Mais Mercado tem incorporado o risco dos projetos de energia renovável Setor elétrico: sobras, déficits e o caminho da regulação por incentivos ONS diz que leilão de capacidade não resolveu estabilidade do sistema “As baterias vão ajudar bastante também com a questão do curtailment, deve melhorar entre 40% e 50%, a depender do resultado do leilão de baterias , que deve ser bom”, afirmou. As baterias permitem armazenar a energia produzida em momentos de maior oferta, especialmente pelas usinas solares e eólicas, para utilizá-la quando a demanda aumenta ou a geração diminui. A tecnologia ajuda a reduzir os cortes de geração , conhecidos como curtailment, e oferece maior flexibilidade e segurança à operação do sistema elétrico.
Países como China, Estados Unidos e Austrália já utilizam sistemas de armazenamento em larga escala para integrar fontes renováveis às suas redes elétricas. Rea também avaliou que o leilão de reserva de capacidade, conhecido como LRCAP, ocorreu em um momento oportuno, mas que o sistema elétrico brasileiro ainda precisa ampliar sua disponibilidade de potência. Rea também ressaltou que os cortes de geração não são uma particularidade do sistema elétrico brasileiro e ocorrem em outros países.
“Curtailment não é novidade, no mundo está assim”, afirmou. O CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado reúne especialistas e lideranças do setor para debater as principais urgências e apontar caminhos. ]]>
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