BB Seguridade (BBSE3) lucra R$ 2,4 bilhões no 3T26, queda de 5,1% no ano
A BB Seguridade (BBSE3) registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,432 bilhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 5,1% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o segundo trimestre, contudo, o resultado apresentou recuperação, com avanço de 13%. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro somou R$ 6,804 bilhões, alta marginal de 0,1% na comparação anual.
O desempenho negativo no 3T36 em comparação anual foi puxado principalmente pela Brasilseg , cuja contribuição para o resultado recuou R$ 101,2 milhões, e pela BB Corretora , com redução de R$ 58,9 milhões. Na seguradora, a pressão veio da queda dos prêmios ganhos, da elevação do índice combinado e da retração do resultado financeiro. Já na corretora, o resultado foi impactado pela redução das receitas de corretagem nos segmentos de seguros e capitalização, além da contração do resultado financeiro.
Em contrapartida, parte dessas pressões foi compensada pelo avanço do resultado financeiro da holding, beneficiado pela expansão do saldo médio de aplicações. No segmento de seguros, os prêmios emitidos recuaram 19% em relação ao 3T25, refletindo principalmente a redução do volume de seguros vinculados a operações de crédito e a queda de 8,9% nos prêmios de seguro de vida. Na contramão, o seguro residencial apresentou crescimento de 28,6%, impulsionado pela maior participação de apólices de produtos com maior valor agregado.
No acumulado do ano, o lucro líquido gerencial recorrente apresentou retração de 4,2%, pressionado pela queda de 1,8% nos prêmios ganhos retidos e pelo aumento de 1,7 ponto percentual no índice de comissionamento. Parte desse impacto foi compensada pela melhora de 0,5 ponto percentual na sinistralidade. O resultado financeiro também contribuiu negativamente, com recuo de 8,8%, refletindo principalmente o aumento das despesas financeiras relacionadas à atualização monetária das provisões de sinistros a liquidar judicial (PSLJ) e a contração do saldo médio de investimentos marcados a mercado.
Por outro lado, a redução de 1,1 ponto percentual na alíquota efetiva de impostos ajudou a atenuar as pressões sobre o lucro, favorecida pelo reconhecimento, no 2T26, de R$ 29,4 milhões em créditos tributários referentes à Lei do Bem. Brasilseg O lucro líquido gerencial recorrente foi de R$ 1,138 bilhão, baixa de 10,6% em um ano. Os prêmios emitidos somaram R$ 3,574 bilhões, recuo de 19%.
Houve queda nos ramos agrícola (32,3%), prestamista (26,9%), penhor rural (24,6%) e vida (8,9%); o residencial cresceu 28,6%. O índice de sinistralidade subiu 0,4 ponto percentual, para 22,5%, e o índice combinado avançou 1,6 ponto, a 65,1%. A empresa relacionou a sinistralidade a eventos de seca em Goiás, Sergipe e Bahia, com impacto no milho, além de geadas e excesso de chuva no Rio Grande do Sul.
O resultado financeiro caiu 17,8%, para R$ 268,8 milhões, pressionado pela menor Selic média, pela redução do saldo médio de aplicações e por maiores despesas com atualização de provisões judiciais de sinistros. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro recorrente da Brasilseg recuou 4,2%, para R$ 3,482 bilhões, e os prêmios emitidos caíram 9,2%, para R$ 11,067 bilhões. A sinistralidade no período diminuiu 0,5 ponto, para 22,7%.
A queda dos prêmios foi concentrada sobretudo nos seguros agrícola, penhor rural, prestamista e vida; o residencial cresceu 25%. Brasilprev O lucro gerencial alcançou R$ 710,8 milhões no trimestre, alta de 0,2%. O resultado operacional não decorrente de juros cresceu 10%, para R$ 698,7 milhões, apoiado pelo aumento de 5,8% nas receitas com taxa de gestão, que chegaram a R$ 1,081 bilhão.
O volume médio de reservas avançou 11,1%, para R$ 505,6 bilhões, enquanto o índice de eficiência melhorou 2,8 pontos, para 35,2%. As contribuições de previdência aumentaram 4,7%, para R$ 13,9 bilhões. Com a redução dos índices de resgate e portabilidade, a captação líquida ficou positiva em R$ 1,7 bilhão, ante saída líquida de R$ 3,9 bilhões no terceiro trimestre de 2025.
O resultado financeiro recuou 10,8%, para R$ 456,4 milhões, principalmente pela constituição de R$ 65,6 milhões em Provisão Complementar de Cobertura (PCC) e pela menor deflação do IGP-M defasado, que atualiza parte dos passivos. Nos nove primeiros meses, o lucro da Brasilprev cresceu 7,1%, para R$ 1,586 bilhão. A captação líquida foi positiva em R$ 4,5 bilhões, ante saída de R$ 9,1 bilhões no mesmo período de 2025.
Brasilcap O lucro líquido foi de R$ 90,6 milhões, queda de 0,9% no trimestre. A arrecadação com títulos de capitalização recuou 4,8%, para R$ 1,761 bilhão, refletindo menor quantidade de títulos vendidos e redução do tíquete médio. A receita com cota de carregamento caiu 7,8%, para R$ 161,5 milhões.
O resultado financeiro diminuiu 7,7%, para R$ 153,9 milhões, em meio à queda da Selic e à redução da margem financeira. No acumulado do ano, o lucro subiu 23,2%, para R$ 269,9 milhões. A companhia ressalva que o resultado inclui um ajuste retroativo de R$ 23,3 milhões em créditos tributários de CSLL, relativo à alteração da alíquota de 15% para 17,5%, registrada no resultado da investida em dezembro de 2025 e refletida na equivalência patrimonial da holding em janeiro de 2026.
Excluído esse efeito, o crescimento do lucro no período seria de 12,6%, segundo o relatório. BB Corretora O lucro líquido foi de R$ 884,2 milhões, recuo de 6,2% em relação ao terceiro trimestre de 2025. As receitas de corretagem caíram 4,9%, para R$ 1,409 bilhão, e o resultado financeiro recuou 17,3%, para R$ 171,1 milhões.
A corretagem de seguros diminuiu 3,8% e a de capitalização, 28,6%; as comissões de previdência cresceram 6,7%, para R$ 151,9 milhões. No acumulado do ano, o lucro caiu 2,2%, para R$ 2,618 bilhões, enquanto as receitas de corretagem recuaram 2,1%. Brasildental A contribuição da empresa ao resultado da holding foi de R$ 3,7 milhões no trimestre, queda de 5,1%.
O lucro líquido reportado pela operação foi de R$ 4,9 milhões, também baixa de 5,1%. No acumulado de janeiro a setembro, a contribuição à holding diminuiu 12,7%, para R$ 12,3 milhões, e o lucro líquido da operação recuou 8,5%, para R$ 14,6 milhões. O relatório informa que, por questões operacionais, os resultados da Brasildental são reconhecidos com defasagem de um mês.
Projeções para 2026 A BB Seguridade informou que, até setembro, o resultado operacional não decorrente de juros e as reservas de previdência PGBL e VGBL da Brasilprev superaram os intervalos previstos. Já os prêmios emitidos da Brasilseg ficaram abaixo do esperado, principalmente por causa dos segmentos rural, prestamista e vida. A companhia revisou para baixo a projeção de prêmios emitidos da Brasilseg: o intervalo passou de crescimento de 2% a queda de 9% para queda de 3% a 15% em 2026.
A estimativa para o resultado operacional não decorrente de juros (ex-holdings) foi mantida, assim como a de crescimento das reservas PGBL e VGBL da Brasilprev. O relatório atribui o desempenho acima do previsto nesses dois indicadores à menor sinistralidade que a esperada, às maiores receitas com taxa de gestão e à captação líquida e retorno das reservas da Brasilprev. O documento destaca que suas projeções e expectativas estão sujeitas a riscos e incertezas e não garantem resultados futuros.
A análise gerencial apresentada segue, em geral, o padrão contábil da Susep e da ANS; as demonstrações financeiras auditadas da holding seguem o CPC 50/IFRS 17, enquanto as análises gerenciais usam o CPC 11/IFRS 4, salvo indicação em contrário. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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