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    Binance diz que repôs 90% dos ativos roubados após ataque de US$ 6 bilhões
    CNN Brasil·31 de out., 16:08

    Binance diz que repôs 90% dos ativos roubados após ataque de US$ 6 bilhões

    Após sofrer um ataque hacker que resultou em um roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais nesta quinta-feira (29), a Binance anunciou que já repôs 90% dos ativos roubados aos clientes. A corretora divulgou uma atualização sobre o incidente no X neste sábado (31) e destaca que criptoativos como o bitcoin, ether, USDT e USDC já foram completamente repostos. Em atualização, a Binance explica que a reposição dos ativos roubados foi feita com fundos reservados para segurança do usuário, fundos de Futuros (mantidos por empresas que oferecem produtos derivativos) e da própria tesouraria da companhia.

    Leia Mais Maior roubo da história das criptomoedas assusta o mercado Caso Binance: confira o ranking com os 10 maiores roubos de criptomoedas Binance Brasil diz que fundos estão seguros após ataque hacker bilionário A companhia informou na sexta-feira (30) que reservou US$ 6,34 bilhões dos próprios fundos para ressarcir os clientes. A exchange afirma que o próximo foco é restaurar os saques aos usuários até domingo (1°). O ataque à Binance foi o maior roubo de criptomoedas da história.

    Segundo uma pesquisa realizada pela LP Crypto – Consultoria de Investimentos, em parceria com o Genesis Club, outros dez casos também marcaram o mercado. São eles: Bybit (2025): US$ 1,50 bilhão Ronin (2022): US$ 620 milhões Poly Network (2021): US$ 610 milhões BSC Token Hub (2022): US$ 570 milhões Coincheck (2018): US$ 530 milhões FTX (2022): US$ 480 milhões Mt. Gox (2014): US$ 470 milhões Wormhole (2022): US$ 320 milhões DMM Bitcoin (2024): US$ 310 milhões Saídas de ETFs de bitcoin ampliam atenção sobre mercado cripto | RESENHA DO DINHEIRO Saiba o que aconteceu A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, afirmou, em comunicado publicado na rede social X, que inicialmente acreditava que o ataque tivesse envolvido um laptop comprometido.

    Ainda segundo o relatório, os hackers esvaziaram uma carteira quente da Binance por meio do EIP-7702. A operação ocorreu em aproximadamente 3 minutos e 24 segundos após a transação-chave. “No entanto, nossa investigação subsequente descobriu pontos de violação adicionais”, acrescentou a empresa, sem fornecer mais detalhes.

    De acordo com o site da corretora, a empresa mantém um fundo de ativos seguro para os usuários, com uma reserva de US$ 1 bilhão em bitcoins, destinada a proteger os clientes em caso de violação de segurança. O co-CEO Richard Teng afirmou que as perdas seriam cobertas pelo fundo e pelos recursos da própria empresa. Dívida americana coloca ouro e bitcoin no radar da diversificação | RESENHA DO DINHEIRO Segundo a empresa americana de análise de blockchain TRM Labs, os criminosos comprometeram a “infraestrutura de assinatura” da Binance, responsável por autorizar transações.

    Isso permitiu que eles emitissem instruções que esvaziaram as carteiras afetadas. A maior parte do roubo ocorreu em aproximadamente 20 minutos, conforme mostram os registros da blockchain. Após transferirem os fundos, os hackers agiram rapidamente para enviá-los a locais fora do alcance das contrapartes da Binance e dos emissores de stablecoins, que conseguiram congelar aproximadamente metade dos ativos roubados.

    Uma característica incomum de algumas criptomoedas, incluindo as principais stablecoins, como USDT, da Tether, e USDC, da Circle, é que seus emissores têm a capacidade de congelar os ativos remotamente. Senado dos EUA rejeita principal projeto de lei das criptomoedas Quem está por trás do ataque? Diversas empresas americanas de análise de blockchain afirmaram que o ataque apresenta semelhanças com operações anteriores atribuídas a hackers norte-coreanos.

    Teng afirmou que a investigação da Binance ainda não identificou os responsáveis pelo ataque. Enquanto isso, a Coreia do Norte nega rotineiramente qualquer envolvimento em ataques cibernéticos e roubos de criptomoedas. A missão diplomática da Coreia do Norte em Genebra e a embaixada do país na China não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

    A TRM afirmou que a violação apresenta características semelhantes às do ataque realizado no ano passado contra a corretora de criptomoedas Bybit, que o FBI atribuiu a hackers norte-coreanos. A empresa declarou ter alto grau de confiança de que o mesmo grupo foi responsável pelo roubo na Binance. Já a Chainalysis afirmou que os fundos roubados em um ataque realizado no mês passado contra a Bitget estavam sendo misturados aos recursos provenientes da violação de segurança da Binance.

    E agora? O roubo é o mais recente episódio de uma série de grandes violações envolvendo ativos digitais. Segundo a TRM Labs, os invasores roubaram US$ 2,9 bilhões em criptomoedas em quase 150 incidentes no ano passado.

    O ataque também abalou a confiança no setor. As criptomoedas registraram queda na sexta-feira, enquanto o valor total de mercado das stablecoins diminuiu, movimento que sugere que os investidores estavam retirando dinheiro dos ativos digitais. Pix na Black Friday: como os pagamentos instantâneos podem ajudar PMEs ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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