Bioinseticidas inovam no controle do bicudo-do-algodoeiro
Inovação com bioinseticidas fortalece o combate ao bicudo-do-algodoeiro Em entrevista ao programa A Força do Agro , o engenheiro agrônomo Thales Facanali Martins explica como fungos nativos ajudam a conter perdas severas na produção de algodão O avanço das pesquisas com controle biológico abre uma nova frente de proteção para a cotonicultura brasileira. Capaz de destruir até 70% da produtividade de uma lavoura, o bicudo-do-algodoeiro desafia o manejo convencional e exige estratégias integradas no campo. Na quinta-feira 17 o engenheiro agrônomo Thales Facanali Martins participou do programa A Força do Agro , da Revista Oeste , e apresentou soluções inovadoras desenvolvidas à base de microrganismos.
Segundo o especialista da Biotrop, a praga apresenta grande complexidade de combate porque deposita ovos no interior das estruturas reprodutivas da planta, como botões florais e maçãs. Esse comportamento cria uma barreira física que reduz a eficácia dos defensivos químicos convencionais. “O bicudo é a praga mais desafiadora da cotonicultura nacional”, afirmou Martins.
” Descoberta científica contra o bicudo-do-algodoeiro Para superar essa barreira, pesquisadores identificaram e isolaram linhagens de fungos entomopatogênicos em biomas nativos do país, como o Pantanal. O microrganismo selecionado age diretamente sobre o inseto e interrompe o ciclo reprodutivo da praga nas lavouras. A empresa realizou testes laboratoriais e trabalhos específicos de formulação para garantir que o bioinseticida tolere oscilações térmicas e mantenha alto rendimento em diferentes regiões produtoras.
O desenvolvimento priorizou a estabilidade do produto em condições reais de campo. “A tecnologia precisa responder com segurança às variações do clima tropical”, ressaltou o especialista. ” Validação regulatória e futuro do manejo biológico O processo de formulação e aprovação do novo bioinseticida envolve anos de investimento e pesquisas contínuas.
A comprovação de eficiência exigiu ensaios agronômicos conduzidos por instituições credenciadas durante pelo menos duas safras antes da submissão do dossiê ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A introdução de bioinseticidas contra o bicudo-do-algodoeiro não substitui integralmente as ferramentas químicas, mas complementa o manejo integrado de pragas (MIP). A combinação reduz a pressão de seleção de insetos resistentes e eleva a sustentabilidade econômica do produtor rural.
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