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    Bolsa afunda 17,5% após vitória de Lula e registra pior semana desde 2020
    Conexão Política·30 de out., 22:50

    Bolsa afunda 17,5% após vitória de Lula e registra pior semana desde 2020

    Foto: Markus Winkler/Unsplash A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma forte reação negativa no mercado financeiro. Ao longo da semana, Bolsa, dólar e juros futuros registraram algumas das maiores oscilações negativas de 2026, em um movimento que reverteu parte dos ganhos acumulados antes do segundo turno. O Ibovespa, que chegou a alcançar a marca histórica de 200 mil pontos neste mês, caiu 17,5% na semana e fechou outubro com perda de 9,21%.

    Levantamento da Elos Ayta, com base em dados da B3, aponta que o recuo semanal foi o quinto maior desde o início do Plano Real, em julho de 1994. Foi também a maior queda desde a semana encerrada em 20 de março de 2020, quando o índice perdeu 18,88% em meio ao início da pandemia de coronavírus. O dólar também teve uma semana de forte valorização.

    A moeda americana subiu 9,18%, maior alta semanal do ano. Considerando o resultado acumulado em outubro até esta sexta-feira (30), o avanço chegou a 5,31%, também o maior ganho mensal de 2026 em relação ao real. Os juros futuros acompanharam o movimento.

    O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2031 passou de 12,64% na última sexta-feira (23) para 15,3%, uma alta de 2,66 pontos percentuais. Essas taxas indicam as expectativas dos investidores para os juros nos próximos anos. A reação mais intensa ocorreu na segunda (26), primeiro pregão após a vitória de Lula.

    608 pontos, na maior queda diária desde 16 de março de 2020. A dimensão do recuo levou a B3 a acionar o circuit breaker , mecanismo que suspende temporariamente as negociações diante de movimentos muito fortes de baixa. Naquele mesmo dia, o dólar teve sua maior valorização diária desde 1999, enquanto os juros futuros avançaram mais de 2 pontos percentuais.

    O resultado reverteu parte da alta registrada nas semanas anteriores à eleição, período em que investidores apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) e na adoção de medidas mais rigorosas de ajuste fiscal. Após o primeiro turno, por exemplo, investidores estrangeiros haviam colocado R$ 10,6 bilhões na Bolsa brasileira. A vitória de Lula aumentou as preocupações do mercado sobre a condução das contas públicas e a possibilidade de continuidade de uma política fiscal expansionista.

    Esse cenário pode aumentar o risco percebido pelos investidores, que passam a exigir juros maiores para financiar o governo. Com taxas mais elevadas, o crédito fica mais caro para empresas e consumidores, o que também pode afetar os resultados das companhias e o desempenho das ações. ]]>

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