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    BP estuda venda de negócio de biocombustíveis no Brasil
    InvestNews·28 de set., 17:44

    BP estuda venda de negócio de biocombustíveis no Brasil

    A petroleira britânica BP está avaliando opções para seu negócio de biocombustíveis no Brasil, incluindo uma possível venda, enquanto a presidente-executiva Meg O’Neill acelera os esforços para reformular o portfólio da gigante de energia e concentrar capital em negócios considerados estratégicos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A BP assumiu o controle do negócio em 2024, ao adquirir uma participação de 50% por US$ 1,4 bilhão, incluindo dívida. A empresa não considera mais a operação como parte central de sua estratégia para o futuro, disseram as fontes.

    As discussões sobre uma possível venda ainda estão em estágio inicial, e nenhuma decisão final foi tomada, segundo as pessoas. Um representante da BP se recusou a comentar. Leia também Negócios Getty Images negocia aporte com credores e avalia recuperação judicial Economia Governo estende subsídio ao diesel às vésperas da eleição Uma eventual transação seria mais um passo no esforço da BP para simplificar seu portfólio, levantar recursos para seus principais negócios de petróleo e gás e reduzir a dívida.

    A companhia se comprometeu a vender cerca de US$ 20 bilhões em ativos até 2027, em uma tentativa de reduzir o endividamento, cortar custos e melhorar os retornos após uma mudança de estratégia anunciada no ano passado pelo então CEO Murray Auchincloss. A nova estratégia veio depois dos investimentos mais agressivos em transição energética adotados sob seu antecessor, Bernard Looney. Uma possível venda também representaria uma mudança significativa para as operações de bioenergia da BP no Brasil.

    Em 2024, a companhia concordou em pagar US$ 1,4 bilhão para adquirir os 50% restantes da Bunge Global na joint venture brasileira de açúcar e etanol das duas empresas, assumindo o controle integral do negócio. Na época, a BP descreveu a plataforma como um negócio de bioenergia escalável e competitivo em custos e afirmou que pretendia buscar novas oportunidades em etanol, combustível sustentável para aviação e biogás. Essa estratégia, porém, passou a enfrentar pressão à medida que a BP reavaliou investimentos fora dos negócios tradicionais de petróleo e gás.

    A companhia reduziu os planos para novos projetos de menor emissão de carbono e outros investimentos relacionados, enquanto avança com a venda de ativos de diferentes áreas do portfólio. Em dezembro, a BP concordou em vender uma participação de 65% em sua unidade de lubrificantes Castrol para a Stonepeak, mantendo os 35% restantes. No verão do Hemisfério Norte, a empresa concluiu a venda de sua refinaria em Gelsenkirchen, na Alemanha, para o Klesch Group.

    A companhia também vem buscando vender a Lightsource, seu negócio de energia solar e baterias, como parte do programa mais amplo de desinvestimentos. Em 2024, a BP havia adquirido a participação restante na Lightsource, mas pouco depois passou a avaliar a venda da operação. Neste ano, a Petrobras comprou uma participação de 49,99% na unidade brasileira da Lightsource.

    Uma venda da operação brasileira de biocombustíveis daria à BP outra fonte potencialmente relevante de recursos, ao mesmo tempo em que permitiria direcionar capital para a redução da dívida, petróleo e gás e outros negócios nos quais a empresa vê retornos maiores. ]]>

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