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    Brasil lidera ranking mundial de juros reais, com 9,49%
    Poder360·05 de nov., 00:22

    Brasil lidera ranking mundial de juros reais, com 9,49%

    O Brasil ocupa a 1ª posição no ranking mundial de juros reais, com taxa estimada de 9,49% ao ano, segundo levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence. O país lidera a lista de 40 economias analisadas, à frente da Turquia, Argentina e Rússia. O resultado considera o cenário de manutenção dos juros apresentado pelas consultorias.

    2026), data em que o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) manteve a Selic em 13,75% ao ano. A permanência dos juros em patamar elevado busca conter a inflação, mas também encarece o crédito e restringe o consumo e os investimentos. O ranking considera os juros reais ex ante, calculados a partir das taxas de mercado descontadas as expectativas de inflação para os próximos 12 meses.

    A Turquia aparece na 2ª colocação, com juros reais de 7,77% ao ano. A Argentina ocupa o 3º lugar, com 6,80%, seguida pela Rússia, com 6,57%, e pela Colômbia, com 4,05%. A taxa brasileira supera a da Turquia em 1,72 ponto percentual.

    Também equivale a mais de 7 vezes a média de 1,28% registrada entre os 40 países analisados. Entre as maiores economias do mundo, os Estados Unidos aparecem na 22ª colocação, com juros reais de 0,46% ao ano. A China ocupa a 29ª posição, com 0,21%.

    O Canadá registra taxa real de 0,00%, enquanto outras 10 economias apresentam juros reais negativos. A Suécia ocupa a última posição, com -4,87%, seguida pela Suíça, com -0,78%, e pelo Japão, com -0,76%. CÁLCULOS Os juros reais representam o rendimento de uma aplicação financeira depois de descontada a inflação.

    Quanto maior a taxa, maior tende a ser o retorno real oferecido aos investidores e mais restritivas são as condições de financiamento na economia. A MoneYou e a Lev Intelligence utilizam a metodologia ex ante , que considera a inflação esperada para os próximos 12 meses, em vez da inflação já registrada. No Brasil, o cálculo tem como referência a taxa do DI (Depósito Interbancário) de 1 ano, negociada no mercado futuro, e a expectativa de inflação para o mesmo período.

    A metodologia utiliza a equação de Fisher, que relaciona juros nominais e inflação esperada. Dessa forma, o indicador não corresponde à simples diferença entre a Selic e a inflação. O resultado também reflete as expectativas dos investidores para a trajetória futura dos juros.

    EFEITO NA ECONOMIA A manutenção da Selic em 13,75% mantém o custo do dinheiro elevado no Brasil. A taxa básica influencia os juros cobrados por bancos em empréstimos e financiamentos e também a remuneração dos investimentos em renda fixa. Para as empresas, juros elevados aumentam os custos de financiamento e podem adiar projetos de expansão.

    Para as famílias, tornam mais caras operações como crédito pessoal, financiamento imobiliário e aquisição de veículos. Por outro lado, a política monetária restritiva busca reduzir a demanda e conter as pressões inflacionárias. O elevado diferencial de juros reais também torna os ativos brasileiros mais atrativos para investidores interessados em rendimentos acima da inflação, embora o retorno dependa de fatores como risco de crédito, câmbio e condições de mercado.

    O levantamento evidencia a distância entre o custo real do dinheiro no Brasil e o observado nas demais economias analisadas. Mesmo com as diferenças metodológicas entre os países, a taxa brasileira supera a dos principais mercados emergentes incluídos na pesquisa. ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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