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    Brasil seguirá importando diesel nos próximos 10 anos, projeta governo
    Poder360·03 de nov., 15:09

    Brasil seguirá importando diesel nos próximos 10 anos, projeta governo

    Mesmo ampliando a capacidade nacional de refino, o Brasil seguirá como importador de diesel ao menos pelos próximos 10 anos, projeta o PDE (Plano Decenal de Expansão de Energia) 2036, elaborado pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). 2026). Leia a íntegra (PDF – 5 MB).

    Segundo o documento, a demanda nacional de diesel A, produzido exclusivamente com petróleo, deve crescer 19% de 2026 a 2036, enquanto a produção doméstica desse tipo de combustível aumentará 13% no período. “Com isso, o país continuará dependente de importações para complementar a oferta nacional” , afirma o MME. O PDE projeta que o Brasil manterá a condição de importador líquido de derivados de petróleo durante todo o horizonte decenal.

    No caso do diesel, as importações deverão atingir cerca de 51 mil m³/d em 2036, ante aproximadamente 36,6 mil m³/d em 2026. EPE Balanço de demanda X produção nacional de diesel até 2036 As previsões contrastam com o cenário projetado para a produção brasileira de petróleo, que deve atingir aproximadamente 4,9 milhões de barris por dia em 2036. Mais da metade desse volume, no entanto, deve ser destinada à exportação.

    Ocorre que o Brasil não tem capacidade de refino suficiente para transformar todo o petróleo que produz em derivados como diesel e gasolina. O PDE estima que o país refinará 2,5 milhões de barris por dia em 2036, avanço de 10% em relação à capacidade diária atual, de 2,3 milhões de barris. De 2016 a 2026, o setor cresceu apenas 2%.

    REDUÇÃO DE DEPENDÊNCIA EM GASOLINA E SAF O governo projeta que o Brasil poderá alcançar a autossuficiência em gasolina nos próximos 10 anos. O PDE cita um cenário de demanda estagnada pelo combustível, que teve sua composição obrigatória alterada em 2026 com a elevação do teor obrigatório de etanol, insumo de produção consolidada no Brasil. Em julho, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aumentou a mistura obrigatória de 30% para 32% de etanol anidro, e o governo já trabalha para levar a porcentagem a 35%.

    A expansão da eletrificação de carros também deve contribuir para a estagnação da demanda por gasolina nos próximos anos, projeta o documento. No caso do QAV (querosene de aviação), a projeção é que o Brasil alcance autossuficiência antes de 2026. A estimativa considera a nova política de implementação obrigatória de SAF (Combustível Sustentável de Aviação) pelas companhias aéreas e os investimentos previstos em refinarias.

    Considerado um derivado de maior valor agregado, o produto ganha cada vez mais espaço na área do refino. “A dependência externa, atualmente estimada em 16%, deverá ser eliminada ao longo do horizonte” , diz o MME. O documento projeta ainda a redução da dependência de importação de GLP (gás liquefeito de petróleo).

    A estimativa parte de um diagnóstico de que a produção nacional proveniente do processamento de gás natural deve mais do que dobrar até 2036. “Estima-se aumento da produção de GLP de 22,5% entre 2026 e 2036, decorrente, em grande medida, da expansão da produção nacional de gás natural e do status atual de entrada de novas Unidades de Processamento de Gás Natural” , afirma o PDE. ]]>

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