Brasil tem 355 domínios de bets ilegais para cada autorizado, diz ANJL
Segundo levantamento da (Associação Nacional de Jogos e Loterias), o Brasil tem pelo menos 355 domínios de bets ilegais para cada domínio de empresa autorizada pelo Ministério da Fazenda. Ao todo, são 187 domínios de empresas autorizadas. 482 domínios sem autorização de janeiro de 2025 a setembro de 2026.
800 mil desses endereços podem continuar acessíveis. O número equivale a 17,7% do total bloqueado. Eis a íntegra – (PDF 1 MB).
Segundo a associação, os sites ilegais: operam sem controle ou fiscalização do poder público; não pagam os impostos previstos para o setor regulado; recorrem a publicidade ostensiva para atrair apostadores, principalmente públicos vulneráveis, como crianças e adolescentes. 409 domínios sem autorização em funcionamento de 11 de setembro de 2026 a 18 de setembro de 2026. 682 casos em que uma marca deixou de operar em um endereço e reapareceu em outro.
CENÁRIO DE PROIBIÇÕES A ANJL simulou os efeitos de uma eventual proibição dos cassinos on-line. Nesse cenário, a participação do mercado sem autorização passaria de cerca de 41% para cerca de 80% das apostas. A alta seria de cerca de 40 pontos percentuais.
Nessa hipótese, de R$ 8,2 bilhões a R$ 19,1 bilhões por ano poderiam migrar para a oferta ilegal. A arrecadação de impostos também seria afetada, segundo a associação: perda estimada de R$ 3,6 bilhões a R$ 7,4 bilhões por ano; valor adicional de R$ 7,2 bilhões a R$ 10,8 bilhões que, de acordo com o levantamento, o mercado não autorizado já deixa de recolher. PROTEÇÃO AO APOSTADOR Outro efeito apontado pela ANJL seria a redução das proteções disponíveis aos apostadores no mercado regulado.
Atualmente, 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) estão impedidos de apostar. Mais de 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão já foram registrados. No mercado ilegal, essas medidas não são obrigatórias.
O QUE DIZ A ASSOCIAÇÃO O presidente da entidade, , afirmou que medidas mais restritivas para o setor podem ampliar a participação do mercado ilegal. “O site ilegal não vai sumir com uma medida provisória. Pelo contrário, será o melhor ambiente para atuação dessas empresas” , declarou.
Sobre a migração de marcas entre endereços, Lemos Jorge disse que o bloqueio de domínios reduz o acesso a parte das plataformas, mas não elimina a oferta ilegal. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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