Brasil, UE, Canadá e Quênia lançam manifesto pelo multilateralismo
2026) no qual defendem a reforma das instituições multilaterais. A iniciativa foi publicada no jornal Financial Time s (para assinantes) horas antes do início da Assembleia Geral das Nações Unidas, que será realizada esta semana em Nova York. O documento é assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Conselho Europeu, António Costa, do premiê do Canadá, Mark Carney, e do presidente do Quênia, William Ruto.
assine agora o Poder Drive e tenha acesso a informações exclusivas O texto batiza a iniciativa de P4M, sigla em inglês para “Parceiros para o Multilateralismo”. Segundo os 4 líderes, a proposta não cria um bloco fechado nem uma nova burocracia internacional, mas um espaço aberto para que países de diferentes regiões atuem em conjunto por reformas nos organismos globais. O que diz o manifesto classifica o cenário internacional como um “paradoxo” .
Diz que o grau de interdependência entre países é o maior já registrado, mas a fragmentação política e a polarização também crescem; cita que o comércio mundial somou US$ 35 trilhões em 2025 e que cerca de 6 bilhões de pessoas (quase 75% da população do planeta) têm acesso à internet; aponta que 2025 teve 65 conflitos armados entre Estados, espalhados por 35 países. É o maior número desde 1946; diz que os gastos militares globais chegaram a US$ 2,9 trilhões; afirma que o direito internacional está sob pressão crescente e que discursos sobre “esferas de influência” voltaram a ganhar espaço na diplomacia mundial; menciona o aumento da desigualdade e o uso de vínculos econômicos como ferramenta de coerção entre países; cita pontos de estrangulamento no comércio marítimo, como o Estreito de Ormuz, como risco às cadeias globais de suprimento. Os 4 signatários argumentam que, com a instabilidade geopolítica, a cooperação internacional é indispensável para enfrentar problemas que nenhum país pode resolver sozinho: mudança climática, avanço acelerado da inteligência artificial, risco de novas pandemias, instabilidade financeira e conflitos que criam deslocamentos em massa.
De acordo com o texto, o P4M vai apoiar reformas na ONU e em outras instituições multilaterais para torná-las mais representativas, legítimas, eficazes e confiáveis. O manifesto termina com um convite a outros chefes de Estado: “Escolher a cooperação em vez da fragmentação, a lei em vez do poder e a responsabilidade compartilhada em vez da divisão” . ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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