Brasil vira líder global em adoção de criptomoedas. Detalhe: com ajuda das stablecoins
O Brasil agora é líder global em adoção de criptomoedas. A informação é do Global Crypto Adoption Index , um ranking divulgado na quarta-feira (23) pela Chainalysis, empresa “famosinha” de análise de blockchain. Para chegar ao resultado, a firma levou em consideração quatro fatores: fluxos para serviços de criptoativos (como exchanges), transações P2P (aquelas feitas diretamente entre pessoas, sem uma empresa no meio), movimentações internacionais e saldos de cripto mantidos on-chain (nas redes de cripto).
O país desbancou grandes economias, como Japão, Índia, Reino Unido e Estados Unidos. Mas isso não quer dizer que tenha um mercado maior que o americano, ok? Significa que, na combinação dos quatro indicadores usados pelo estudo, o país ficou na primeira posição.
O Brasil movimentou US$ 252,5 bilhões em criptoativos entre julho de 2025 e junho de 2026. Newsletter : quer saber mais sobre cripto? Assine o Morning Cripto do InvestNews !
O que explica essa alta? As stablecoins tiveram papel importante nessa história toda – sempre elas, né? Segundo o estudo, a movimentação desses ativos no Brasil cresceu 495%, avanço muito superior aos 89,4% registrados no restante da América Latina.
As transferências domésticas de stablecoins de pessoa para pessoa no Brasil, com valores entre US$ 10 mil e US$ 100 mil, cresceram 562%, enquanto no restante da região a alta foi de 209%. 000, o avanço foi de 666%, contra 252% na região. Vale lembrar que essas criptos são as preferidas dos investidores locais.
No ano passado, a participação delas nas declarações de imposto de renda ficou acima de 80% do volume mensal declarado . Agora, em setembro, a movimentação das duas maiores criptos dessa categoria, a USDT e a USDC, já ultrapassou R$ 17 bilhões, segundo dados da plataforma Índice Biscoint. Mercado local e regulação Mas não foram somente as stablecoins que deram um impulso ao ecossistema cripto brasileiro.
Outro fator, segundo o ranking, foi o avanço do mercado local. As plataformas domésticas, por exemplo, que antes respondiam por apenas 1,5% dos influxos, agora recebem 12,5%. “Essa mudança é particularmente marcante porque o resto da América Latina moveu-se na direção oposta: as plataformas domésticas em outros países perderam espaço para a concorrência internacional”, diz a Chainalysis.
Um terceiro fator foi a regulação – amada por alguns e odiada por outros. Regras mais claras, segundo especialistas citados no material, dão a bancos, empresas, fintechs e outras instituições financeiras maior confiança para interagir com o mercado de criptoativos, ampliando a demanda. Para Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, a liderança do país no ranking de adoção de criptomoedas é um marco que mostra a dimensão e a maturidade alcançada pelo mercado local.
733,54 BNB (BNB) : -1,60%, US$ 784,60 XRP (XRP) : -7,31%, US$ 1,47 Solana (SOL) : -3,07%, US$ 113,40 Outros destaques do mercado cripto BC de olho em transferências de criptos. Ontem, no fim do dia, o Banco Central publicou duas novas resoluções sobre cripto. A partir de agora, transferências de US$ 10 mil (R$ cerca de R$ 51 mil) ou mais para ou a partir de carteiras autocustodiadas – aquelas em que o próprio usuário controla os ativos, sem exchange ou banco no meio – devem ser comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O objetivo é reforçar a prevenção à lavagem de dinheiro. A aposta dos EUA nas stablecoins. O governo de Donald Trump avalia parcerias com empresas privadas para ampliar o uso de stablecoins lastreadas em dólar no exterior, segundo a Bloomberg.
A ideia é aumentar a demanda pelas verdinhas digitais e, de quebra, pelos títulos do Tesouro dos EUA. É que as emissoras dessas criptos mantêm boa parte de suas reservas justamente em ativos da dívida americana. Europa alerta sobre ameaça quântica.
Autoridades financeiras europeias alertaram que computadores quânticos avançados podem, no futuro, quebrar sistemas de criptografia usados para proteger blockchains como a do bitcoin. Segundo relatório divulgado nesta semana, a ameaça pode surgir antes mesmo de a tecnologia ter uso comercial viável. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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