Brasília Celebra o Legado de Athos Bulcão Durante a DW! Semana de Design
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. De 22 a 25 de setembro acontece a segunda edição da DW! Brasília , que insere novamente a capital no circuito organizado pela DW!
Semana de Design . Há 15 anos, a plataforma organiza mostras e eventos pelo Brasil, com destaque para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú. Sob o tema Do Chão nasce o Horizonte , o evento propõe um olhar sobre Brasília a partir das conexões entre arte, design, arquitetura e identidade da cidade.
A programação inclui também a Feira do Fuga, com curadoria de Valéria Pena-Costa, e mais de cem obras expostas, entre pinturas, gravuras e objetos. Um dos destaques desta edição é a homenagem a Athos Bulcão (1918 – 2008), um dos mais importantes artistas plásticos do modernismo brasileiro, famoso por seus icônicos painéis de azulejos geométricos . Com curadoria de Valéria Cabral, presidente da Fundação Athos Bulcão, a exposição percorre quase seis décadas da produção do artista, de 1943 aos anos 2000, a partir de obras pertencentes a colecionadores particulares.
Edgard Cesar/Fundação Athos Bulcão Padrão de azulejos no Mercado das Flores, em Brasília Nomeada Entre Tempos , a exposição reúne mais de 40 obras do artista (algumas delas nunca apresentadas publicamente), e se estende até o dia 13 de outubro, de forma gratuita. Athos Bulcão, a assinatura visual d e Brasília Nascido no Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1918, Athos Bulcão cresceu em meio à arte. Foi uma série de acasos que o levou a desenvolver seus dons, o que o levaria a largar a faculdade de medicina mais tarde para se dedicar completamente às artes plásticas.
Acervo Athos Bulcão Sua entrada no circuito artístico se deu em 1944, durante a inauguração da sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil, no Rio de Janeiro, marcando oficialmente sua primeira exposição individual. Athos logo se tornou amigo de alguns dos mais importantes artistas brasileiros modernos, os maiores responsáveis por sua formação: Carlos Scliar, Jorge Amado, Pancetti, Enrico Bianco, Milton Dacosta, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Ceschiatti, Manuel Bandeira, entre outros. Uma virada de chave na sua carreira aconteceu quando os amigos o apresentaram a Candido Portinari , com quem trabalhou como assistente no Mural de São Francisco de Assis, na Pampulha, e aprendeu muitas lições importantes sobre desenhos e cores.
“Athos Bulcão é um artista múltiplo. Utilizou suportes variados para se expressar. Fez capas para discos e livros, ilustrou crônicas para jornais, desenhou figurinos e cenários para Aníbal e Maria Clara Machado e, como ele dizia, teve a oportunidade de ter uma cidade para integrar com sua arte”, conta Valéria Cabral .
Acervo Fundação Athos Bulcão Athos Bulcão e Oscar Niemeyer Em 1955, iniciou uma colaboração marcante com Oscar Niemeyer e, a partir de 1957, passou a integrar o projeto de construção de Brasília. Na capital, seus painéis de azulejos passaram a dialogar diretamente com a arquitetura modernista. Em 1958, inaugurou uma de suas obras mais emblemáticas: o painel de azulejos criado para o Brasília Palace Hotel , um dos primeiros projetos de Bulcão na capital.
Seus painéis geométricos estão espalhados por diferentes pontos da capital, incluindo no batistério da Catedral Metropolitana de Brasília e no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek . No Congresso Nacional , está uma série de obras memoráveis que incluem o relevo em madeira no Hall da Ala Teotônio Vilela, o painel em mármore no Salão Negro e o muro escultórico no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Nos anos 60, estabeleceu uma sólida parceria com o arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, contribuindo com obras que hoje são ícones em hospitais, escolas e edifícios públicos.
Edgard Cesar Pintura mural, Brasília Palace Hotel, 1958 Exposição “Entre Tempos “ A exposição Entre Tempos , organizada pelo Casapark em parceria com a Fundação Athos Bulcão, reúne desenhos, pinturas e trabalhos do artista sobre temas como carnaval e medicina. Traz ainda pesquisa historiográfica de Caetano Xavier de Albuquerque e texto crítico de Marília Panitz. A estimativa é de que cerca de 35 obras da coleção nunca tenham sido apresentadas publicamente.
A maior parte das obras que fazem parte da mostra é das décadas de 1940 e 1950, época em que Bulcão ainda não era conhecido pelo público em geral, segundo Valéria. Entre os trabalhos estão uma pintura de um picadeiro de circo, datada de 1940, um vaso de flores, desenhos de nanquim e bico de pena, retratos, entre outros. Divulgação Uma das obras de destaque é a pintura de um picadeiro de circo, datada de 1940.
“Os corsos carnavalescos, batalhas de confetes e serpentinas, as cores e as formas das fantasias e as marchinhas fizeram parte de sua infância. Ele também dizia que alguns componentes de suas telas lhe lembravam as células que via nas aulas de anatomia. São, como nos desenhos, lembranças encontradas no imaginário de sua obra”, conta Valéria.
Também estarão na mostra desenhos realizados nos anos 2000 e 2001, nos quais o artista ocupa as folhas em branco com sabedoria e pureza, lembrando o poder de sua infância, que nunca menosprezou. A mostra inaugura em 22 de setembro e poderá ser visitada até 13 de outubro, de forma gratuita no Casapark e no Lago Sul (Loja Ornare), em Brasília. A Fundação Athos Bulcão, guardiã de um acervo significativo de obras do artista, também oferece oficinas, palestras e também mantém visitação gratuita.
O post Brasília Celebra o Legado de Athos Bulcão Durante a DW! Semana de Design apareceu primeiro em Forbes Brasil . ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em Forbes Brasil →
