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    Money Times·18 de set., 20:08

    BTG (BPAC11): Citi elenca 3 motivos para comprar agora

    O BTG Pactual ( BPAC11 ) diversificou suas receitas e agora colhe os frutos de sua estratégia. E na louca economia brasileira, isso faz a diferença. É o que avalia o Citi , que reiterou a recomendação de compra para as ações e elevou o preço-alvo de R$ 70 para R$ 72.

    Segundo o banco americano, a combinação entre menor dependência do Produto Interno Bruto (PIB) , crescimento superior dos lucros e retorno sobre o patrimônio (ROE) de aproximadamente 26% justifica um prêmio de valuation para o BTG. O Citi destaca ainda que o prêmio do múltiplo preço/lucro (P/L) projetado do BTG em relação ao Itaú Unibanco ( ITUB4 ) caiu para cerca de 20%, ante uma média histórica de 30% a 45%. Na avaliação do banco, a compressão desse prêmio cria uma relação atrativa entre crescimento, rentabilidade e valuation .

    Juros altos não são necessariamente um problema Embora juros elevados possam reduzir a atividade nos mercados de capitais, o ambiente também beneficia algumas das principais operações do BTG. De acordo com o Citi, períodos de taxas de juros mais altas costumam vir acompanhados de maior volatilidade nos mercados de juros e câmbio, além de spreads mais elevados nos empréstimos corporativos. Dessa forma, o efeito de juros elevados sobre o BTG não é necessariamente negativo, já que diferentes áreas do banco podem se beneficiar de um ambiente mais volátil.

    Diversificação sustenta crescimento em diferentes ciclos Para o Citi, o BTG é uma das poucas instituições financeiras globais capazes de apresentar crescimento sustentável dos lucros em diferentes cenários macroeconômicos. A composição das receitas do banco mudou significativamente desde 2020, com aumento da receita recorrente de taxas provenientes dos ativos dos clientes e maior possibilidade de venda cruzada de produtos. Na visão do Citi, o crescimento disseminado entre as diferentes áreas reflete ganhos estruturais de escala, maior penetração entre clientes e ampliação do portfólio de produtos.

    Esses fatores ajudam a sustentar a alavancagem operacional do banco. Menor dependência do PIB Outro diferencial apontado pelo Citi é a menor exposição do BTG ao crescimento do PIB em comparação com os bancos tradicionais. Enquanto instituições bancárias convencionais dependem mais diretamente da expansão do crédito, da atividade do consumidor e da qualidade dos ativos, uma desaceleração econômica pode afetar simultaneamente suas receitas e provisões.

    O BTG, por outro lado, possui uma composição mais diversificada, com negócios envolvendo ativos sob gestão (AUM) , ativos de clientes, assessoria financeira, trading, mercados de capitais e gestão de patrimônio. Para o Citi, essas operações não estão exclusivamente vinculadas ao ciclo de crédito doméstico, o que reduz a dependência do banco em relação à atividade econômica brasileira. Prêmio sobre os pares Diante desse cenário, o Citi entende que o BTG merece negociar com prêmio em relação aos bancos tradicionais.

    A instituição afirma que os investidores ainda aplicam, em alguns casos, métricas de avaliação próprias de bancos tradicionais ao BTG, apesar das diferenças estruturais entre os modelos de negócios. Na avaliação do Citi, o crescimento superior dos lucros, as múltiplas plataformas de negócios e a menor dependência do ciclo de crédito aproximam o BTG de plataformas financeiras globais diversificadas. Com o prêmio do P/L projetado em relação ao Itaú atualmente em cerca de 20%, abaixo da faixa histórica de 30% a 45%, o Citi vê espaço para uma recuperação desse diferencial.

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