Cacau recua mais de 3% em NY com dólar forte e aumento da oferta
Os contratos futuros de cacau registraram forte queda nesta terça-feira (29), pressionados pela valorização do dólar e por sinais de aumento da oferta na Costa do Marfim. 408 por tonelada. Segundo o Barchart, a alta do índice do dólar, que alcançou o maior nível em dois meses, favoreceu a liquidação de posições compradas nos contratos futuros de cacau.
O movimento amplia a pressão sobre os preços, que já vinham recuando desde segunda-feira diante das indicações de oferta mais abundante no principal produtor mundial da commodity. Dados do governo da Costa do Marfim mostram que os produtores enviaram 2,18 milhões de toneladas de cacau aos portos durante o atual ano comercial internacional, iniciado em 1º de outubro de 2025 e encerrado em 27 de setembro de 2026. O volume representa alta de 19,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O aumento dos estoques também pesa sobre as cotações . 949 sacas, o maior nível em dois anos e três meses, segundo o Barchart. Leia Mais Preço do cacau despenca 4,44% em NY com avanço da oferta na costa do marfim Cacau sobe quase 2% em Nova York com dólar mais fraco Oferta global maior derruba preços do cacau e contrato recua 4,54% em NY Café Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café com vencimento em dezembro avançou 0,24% e fechou cotado a US$ 2,89 por libra-peso.
Segundo o Barchart, os preços do café recuam nesta terça-feira, pressionados pela desvalorização do real brasileiro. A moeda atingiu a menor cotação em seis semanas ante o dólar, movimento que tende a favorecer as exportações dos produtores brasileiros e aumentar a oferta da commodity no mercado internacional. Na segunda-feira, o café arábica havia alcançado a maior cotação em duas semanas, enquanto o robusta atingiu o maior nível em uma semana.
O movimento foi sustentado pelas preocupações com os efeitos da seca no Brasil sobre a safra 2026/27, que está em uma fase importante de floração. A Climatempo informou também na segunda-feira que as perspectivas de chuva para Minas Gerais, principal região produtora de café arábica do país, são limitadas para a próxima semana. Algodão O algodão fechou a sessão em forte queda na Bolsa de Nova York, com o contrato futuro para entrega em dezembro recuando 4,83%, a 78,86 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o Barchart, os preços foram pressionados pelos dados semanais de desenvolvimento da safra nos Estados Unidos. Até domingo, 70% da área de algodão norte-americana já havia apresentado abertura dos capulhos. A colheita alcançou 17% da área, dois pontos percentuais acima da média para o período.
Já as condições das lavouras mostraram 35% da safra classificada como boa ou excelente, alta de um ponto percentual em relação à semana anterior. Açúcar Os contratos futuros de açúcar fecharam em alta impulsionados pelas perspectivas de uma oferta global mais restrita na safra 2026/27. Na Bolsa de Nova York, o vencimento para março avançou 1,51%, a 18,84 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o Barchart, os preços do açúcar operam dentro de uma ampla faixa observada no último mês, entre a mínima registrada na semana passada e a máxima de 17,5 meses alcançada em 10 de setembro. Em Londres, os contratos também avançaram e atingiram a maior cotação em uma semana. O mercado vem acompanhando principalmente as projeções para a relação entre oferta e demanda global.
Em 1º de setembro, a ISO (Organização Internacional do Açúcar) estimou um déficit de 200 mil toneladas na safra 2026/27, após uma previsão de superávit de 1,1 milhão de toneladas para a temporada 2025/26. A perspectiva de menor oferta também aparece nas estimativas para a produção da Tailândia. Em 7 de setembro, a Thai Sugar Millers Corp.
projetou que a produção do país pode recuar 17% na safra 2026/27, para 10 milhões de toneladas. Suco de Laranja Na Bolsa de Nova York, o contratos futuro do suco de laranja com vencimento em novembro subiu 3,05% e fechou cotado a US$ 1,53 por libra-peso. br/economia/exportacoes-de-algodao-batem-recorde-historico-em-2025/ ]]>
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