Café De Especialidade Deixa De Ser Nicho E Muda O Consumo na Bélgica
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O que no início era apenas um movimento de nicho liderado por pequenos torrefadores e entusiastas exigentes tornou-se um mercado maduro. O mercado global de café de especialidade foi estimado em US$ 111,5 bilhões em 2025 (R$ 624,4 bilhões, na cotação atual) e deve mais que dobrar até 2033, atingindo US$ 251,7 bilhões (R$ 1,409 trilhão), com crescimento anual esperado de 10,8%.
O café de especialidade, portanto, não é mais uma tendência, e sim uma nova norma. Em um número crescente de cafeterias, os consumidores pagam sem hesitar por grãos dos quais conhecem a origem, a variedade e o método de processamento. Dessa forma, o café é cada vez menos um produto de massa anônimo e cada vez mais um produto de qualidade.
Uma nova cultura do café DR/3RDWave A terceira onda do café trouxe um novo olhar sobre a bebida. Os torrefadores especializados selecionam os grãos de acordo com a qualidade e trabalham de forma mais próxima aos produtores de café, enquanto as cafeterias apresentam aos consumidores novas origens e perfis aromáticos inéditos. O interesse avança também em casa: os consumidores descobrem grãos variados, investem em equipamentos melhores e experimentam diversos métodos de extração.
O café de especialidade permanece como um segmento relativamente pequeno do mercado global de café, contudo sua influência vai muito além. O setor tornou os consumidores mais exigentes em relação ao conteúdo da xícara, o que estimula também as marcas tradicionais a fornecerem mais informações sobre a origem, a qualidade e a sustentabilidade de seus produtos. A Bélgica desempenha um papel notável no mercado europeu da bebida.
000 toneladas de café verde transitam pelo porto de Antuérpia. Antuérpia é, assim, o principal porto europeu de importação do grão. A cena do café de especialidade também ganha amplitude.
Em junho de 2026, o evento World of Coffee ocorreu pela primeira vez em Bruxelas. 400 visitantes vindos de 142 países, além de 445 empresas expositoras, tornando-se a maior edição europeia do World of Coffee até o momento. Esse crescimento, no entanto, traz um novo desafio.
Para os consumidores que tentam se orientar em meio a uma oferta cada vez mais ampla de torrefadores, origens, perfis aromáticos, variedades e métodos de processamento, a escolha se torna complexa. É justamente nesse contexto que surgem novos modelos de negócios: empresas que não se limitam a vender café, mas auxiliam os consumidores a encontrar o produto ideal. A personalização como modelo de negócios DR/3RDWave Jacob Castro e Sander Willems, fundadores da startup belga 3RDWave Coffee A startup belga 3RDWave Coffee responde a essa evolução com uma assinatura de café personalizada.
Um ano após a fundação, a empresa trabalha com 24 torrefadores de café de especialidade e continua a adicionar ativamente novos parceiros do Benelux à sua rede. Durante o primeiro ano de atuação, a 3RDWave atendeu 50 clientes e enviou 285 caixas de café, o equivalente a cerca de 200 quilos. Os novos clientes respondem a um questionário sobre preferências de sabor, consumo de café e método de extração favorito.
Com base nesses dados, a plataforma seleciona grãos provenientes de diferentes torrefadores especializados, que são entregues diretamente em domicílio. A empresa comercializa muito mais do que café: atua como curadora em um mercado em que as opções não param de crescer. “Queremos facilitar a descoberta do café de especialidade.
Existem hoje tantos bons torrefadores e bons cafés que os consumidores frequentemente não sabem por onde começar. Ao selecionar os cafés com base no gosto de cada pessoa, podemos propor novidades sem que os clientes precisem procurar indefinidamente por conta própria”, explicam os fundadores Jacob Castro e Sander Willems. Do grão à experiência De acordo com a 3RDWave, a próxima etapa vai além da caixa de café.
A startup desenvolve um aplicativo que também catalogará cafeterias. O objetivo é indicar aos consumidores novos endereços e cafés, além de conceder aos estabelecimentos acesso a uma comunidade que busca ativamente opções de especialidade. Essa transformação demonstra como um produto de nicho pode dar origem a uma cultura mais ampla.
O grão permanece como ponto de partida, porém o negócio se apoia cada vez mais na experiência proporcionada. O movimento que começou como uma reação à industrialização do café consolidou-se como um mercado focado em qualidade, experiência e comunidade. *Reportagem publicada originalmente em Forbes Bélgica O post Café De Especialidade Deixa De Ser Nicho E Muda O Consumo na Bélgica apareceu primeiro em Forbes Brasil .
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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