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    Poder360·29 de out., 22:22

    Câmara de SP analisa pedido de impeachment de Ricardo Nunes

    2026) o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Protocolada em 25 de outubro pelos vereadores Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, todos do Psol, a representação mostra possíveis infrações político-administrativas e crimes de responsabilidade relacionados ao segundo turno das eleições de 2026. O documento apresenta duas principais acusações contra o prefeito: o descumprimento de uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou a circulação de 100% da frota operacional de ônibus da capital no dia da votação e o possível uso da estrutura municipal para pressionar servidores a participar de atividades de campanha.

    Descumprimento de decisão judicial Um dos pontos da denúncia é o possível descumprimento de uma decisão da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, de 23 de outubro. 2026), com transporte gratuito e frequência equivalente à dos dias úteis. 000 cada.

    790 ônibus da frota estavam em circulação. 898 permaneciam nas garagens. Naquele horário, 71,7% dos veículos estavam nas ruas.

    Para os autores da denúncia, a frota reduzida prejudicou o deslocamento dos eleitores até os locais de votação e desrespeitou a determinação judicial. Em resposta, a Prefeitura afirmou que havia orientado as concessionárias a colocar todos os ônibus em circulação. 2026) e a encaminhou às empresas às 13h59, 49 minutos depois.

    A administração municipal diz que o intervalo entre o recebimento da notificação e o início da operação foi insuficiente para reorganizar as escalas de trabalho. Também afirmou que as concessionárias poderiam ser punidas com sanções contratuais caso não cumprissem a determinação. Assédio eleitoral contra servidores A 2ª parte da denúncia trata de possíveis casos de abuso de poder político e assédio eleitoral contra servidores municipais.

    Segundo os vereadores, Ricardo Nunes convocou cerca de 300 funcionários comissionados para participar de atividades da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A representação também relata que funcionários públicos foram pressionados a comparecer a atos políticos e a publicar mensagens de apoio ao candidato nas redes sociais, sob ameaça de exoneração. O caso também foi levado à Justiça pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

    Em 23 de outubro, a Justiça do Trabalho determinou que a Prefeitura não exigisse nem pressionasse funcionários públicos e trabalhadores terceirizados a participar de atividades político-partidárias. 000. A decisão também determinou que a Prefeitura divulgasse orientações para prevenir o assédio eleitoral e disponibilizasse canais para receber denúncias.

    O que acontece agora A denúncia foi encaminhada a uma Comissão Especial formada por 7 vereadores: Luana Alves (Psol), Hélio Rodrigues (PT), Rubinho Nunes (União Brasil), Kenji Ito (Podemos), Major Palumbo (PP), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB). O colegiado tem até 10 dias para emitir um parecer sobre a admissibilidade do pedido. Caso recomende o prosseguimento, a denúncia ainda precisará ser submetida à votação em plenário.

    Para instaurar uma Comissão Processante, são necessários 33 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 55 vereadores. Se o pedido não for admitido pela Comissão Especial, poderá ser arquivado nesta etapa. A análise ainda não representa a abertura definitiva de um processo de cassação, tampouco uma decisão sobre a responsabilidade de Ricardo Nunes pelas acusações.

    O Poder360 procurou a assessoria do Ricardo Nunes por meio de aplicativo de mensagens para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do processo de impeachment . Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

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    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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