Campanha de Cury defende que “saúde não deve ser tributada”
A campanha presidencial do escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) defende uma isenção tributária ampla para medicamentos, equipamentos e dispositivos médicos. 2026), em São Paulo. “No nosso entendimento, saúde não deve ser tributada” , afirmou Távora.
” A representante criticou o modelo adotado pela reforma tributária . A legislação estima uma redução de 60% nas alíquotas de IBS e CBS para medicamentos em geral e alíquota zero para produtos específicos. No caso dos dispositivos médicos, a legislação estabelece tratamentos tributários diferentes conforme os produtos e as operações.
“Pessoalmente, nós não concordamos com o que está sendo proposto” , disse Távora. ” Para ilustrar o que considera um problema na tributação de dispositivos médicos, a representante fez uma analogia com o IPVA: “O medicamento e o dispositivo médico são a mesma coisa que um carro com IPVA. Por que pagar anualmente por um dispositivo, pela otimização desse dispositivo?
Pago na fonte, pago no uso, pago na troca. ” Prioridades para os 100 dias Questionada sobre as 3 prioridades da candidatura na área da saúde e a viabilidade de implementá-las nos primeiros 100 dias de governo, Távora apresentou diferentes eixos de atuação. O 1º é a expansão da atenção primária para municípios pequenos e regiões remotas, com o mapeamento e a estruturação de unidades de saúde.
“Nosso país não pode continuar com a saúde concentrada nas grandes cidades” , disse. O 2º é a prevenção de doenças oncológicas com base no modelo do Hospital de Amor, em Barretos (SP), referência em prevenção e diagnóstico do câncer. “Nós queremos copiar, colar e instalar esse modelo na prevenção de doenças oncológicas” , afirmou Távora.
O 3º eixo é a saúde mental, com foco em neurodivergência e na integração entre os setores de saúde e educação. A representante destacou a atuação de Cury, que é psiquiatra e autor de livros sobre o tema. Távora também citou a longevidade como uma das áreas de atenção da candidatura e defendeu políticas voltadas à funcionalidade da população idosa.
SUS, emendas e judicialização Sobre o financiamento do SUS, a representante afirmou que o principal problema do sistema não é a falta de recursos, mas a gestão. “O SUS tem um problema seríssimo de gestão” , disse Távora. ” Ela defendeu mudanças na distribuição e no acompanhamento dos recursos públicos destinados à saúde.
No campo das emendas parlamentares, a candidatura propõe a criação de sistemas de governança que obriguem parlamentares a justificar a destinação dos recursos e a prestar contas dos resultados. “Não pode ser o dinheiro visto e ponto” , afirmou Távora. ” Para reduzir a judicialização da saúde, a proposta é criar um departamento específico para doenças raras no Ministério da Saúde, com orçamento separado.
“Então, nossa proposta é que no Ministério da Saúde nós tenhamos um departamento de doenças raras, preveníveis ou não, para tratar esse orçamento separadamente” , afirmou. ]]>
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