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    Poder360·20 de set., 18:55

    Campanha de Lula pede ao TSE apuração de posts pró-Flávio

    2026) ao Tribunal Superior Eleitoral que investigue uma rede de perfis no Instagram que, segundo a coligação, atua de forma coordenada para ampliar conteúdos relacionados à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Eis a íntegra do documento (PDF – 10,3 MB). A ação, apresentada como Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), é contra Flávio e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL).

    A coligação afirma que os perfis usam collabs para ampliar o alcance de conteúdos eleitorais. Nesse tipo de publicação, o conteúdo aparece nos perfis de todos os usuários que aceitam participar da colaboração. Segundo a campanha, a estratégia estaria sendo usada para levar propaganda eleitoral a pessoas que não seguem os candidatos ou partidos responsáveis pelas publicações.

    A coligação afirma que isso dribla a regra que impede a recomendação desse tipo de conteúdo para usuários fora dessas redes. Um exemplo utilizado no documento é o do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que soma 10 collabs , sendo 9 delas com o perfil “ @flaviobolsonaroapoio “, que não integra a lista de contas oficiais identificadas dos candidatos. Segundo a coligação, a estratégia ampliaria o alcance do conteúdo do deputado.

    826 collabs envolvendo 492 perfis. 334 foram publicadas de 8 a 17 de setembro, alta de 271,1% em relação ao 1º levantamento. O relatório afirma que 68,6% das collabs repetem conjuntos de coautores.

    Na 1ª análise, esse índice era de 44,3%. A soma dos seguidores dos perfis chegou a 147,35 milhões, embora o documento ressalve que há sobreposição de públicos. A campanha também identificou 74 contas oficiais de candidaturas ou campanhas na base original, envolvidas em 207 collabs .

    Segundo a coligação, há publicações com conteúdo desinformativo, peças produzidas com inteligência artificial sem identificação e links de venda de produtos. O coordenador jurídico da campanha de Lula, Angelo Ferraro, afirmou que a ação busca esclarecer se existe uma estrutura organizada para ampliar conteúdo eleitoral e obter receita. “A questão é saber se existe uma estrutura coordenada, com centenas de páginas atuando em conjunto, ampliando conteúdo eleitoral e utilizando mecanismos de monetização.

    Se essa estrutura existe e beneficia uma candidatura, é preciso saber quem a financia, quem a opera e qual é a dimensão desse benefício. É isso que a ação pede ao TSE que esclareça” , afirmou. A ação diz que 11 perfis divulgam links para produtos relacionados à campanha na Shopee.

    Segundo o documento, 9 deles integram a rede de collabs e, juntos, somam mais de 10 milhões de seguidores. Entre os produtos está o chamado “boné 22” , vendido por cerca de R$ 59,90. PEDIDOS DE DADOS E SUSPENSÃO A coligação pede que o TSE determine à Meta e à Shopee a preservação e o fornecimento de dados sobre os perfis, os responsáveis pelas contas e os links de venda.

    Também solicita a suspensão dos links e dos produtos. 000. A campanha também pede informações à Câmara dos Deputados e ao Senado sobre funcionários e despesas dos gabinetes de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias relacionadas à comunicação, produção de conteúdo e gestão de redes sociais.

    No mérito, a coligação pede a cassação dos registros ou diplomas de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar e a declaração de inelegibilidade dos 2 por 8 anos. OUTRO LADO O Poder360 procurou a campanha de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar e o gabinete do deputado Mario Frias por e-mail para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito das afirmações apresentadas pela coligação de Lula na ação. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

    O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. O Poder360 procurou a Meta e a Shopee por meio de suas assessorias de imprensa para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito dos pedidos apresentados pela coligação de Lula na ação. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

    O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. ]]>

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