Campanha de Lula recorre contra bloqueio de anúncios na Meta
2026) contra a restrição da conta de anúncios do candidato na Meta, empresa dona do Facebook e do Instagram, a 10 dias do 1º turno das eleições –em 4 de outubro. O recurso foi apresentado pela coligação Brasil Pronto pra Mais e pelo PT à empresa. A campanha pede que a plataforma restabeleça a conta “Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente” em até 6 horas.
Eis a íntegra (PDF – 462 KB). set). A plataforma informou que a restrição ocorreu porque “algumas das suas atividades não seguem nossas regras” , sem especificar quais atividades teriam motivado a medida.
A campanha afirma que a decisão impede a criação e a veiculação de novos anúncios, além do uso e compartilhamento de públicos. Para os advogados, a restrição prejudica a campanha no período eleitoral e pode favorecer adversários. O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou nas redes sociais que a página de Lula no Facebook também ficou desabilitada.
Disse que a campanha já interpelou a Meta para pedir explicações sobre a medida e avalia acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “ As evidências de interferência estão todas aí, continuam a se repetir e já denunciamos isso publicamente. Eu venho denunciando o papel parcial das plataformas desde dezembro do ano passado em artigos e entrevistas para a imprensa, nossa campanha já denunciou formalmente mais de uma vez ao TSE, e o próprio presidente Lula denunciou isso no plenário da ONU ” , escreveu no X .
Valadares afirmou ainda que a campanha quer saber por quanto tempo a página e a conta de anúncios ficaram restritas e quais foram os efeitos da medida sobre a campanha. No recurso, os advogados dizem que a justificativa apresentada pela Meta é genérica e não informa quais atividades teriam violado as regras da plataforma. A defesa também afirma que a restrição, por ocorrer a menos de 11 dias do 1º turno, representa risco à paridade de armas entre os candidatos.
O documento cita a legislação eleitoral e as regras do TSE sobre a atuação das plataformas digitais durante as eleições. A campanha sustenta que a conta pertence a um candidato registrado e, por isso, não se enquadraria nas hipóteses previstas para remoção ou suspensão de perfis falsos, automatizados ou robôs. A campanha afirma que poderá recorrer à Justiça caso os pedidos não sejam atendidos.
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