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    Canadá e França reforçam laços em meio a tensões com os EUA
    CNN Brasil·20 de set., 18:11

    Canadá e França reforçam laços em meio a tensões com os EUA

    O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, defendeu neste domingo (20) o fortalecimento dos laços com a França diante de novas ameaças globais, em um momento de maior tensão nas relações internacionais. Durante uma entrevista coletiva conjunta com o presidente francês, Emmanuel Macron, no território francês de Saint-Pierre e Miquelon, Carney afirmou que os dois países estão aprofundando a cooperação em áreas estratégicas. Canadá e França encarregaram suas respectivas agências espaciais e ministérios da Defesa de desenvolver conjuntamente sistemas de lançamento espacial e estruturas terrestres para recepção de dados.

    Leia Mais Canadá quer "cooperação profunda" com a UE em minerais críticos e defesa Canadá pode ser o primeiro "associado" da UE após briga com Trump; Entenda Carney diz que aliança entre UE e Canadá não visa rivalidade com EUA Macron, por sua vez, afirmou que os dois países estão abrindo “um novo capítulo” nas relações bilaterais e disse que a França avalia como o Canadá pode contribuir para ampliar o fornecimento de energia à Europa. “Os projetos canadenses de gás natural liquefeito podem ajudar. Eles são importantes para a Europa e vão abrir novas oportunidades entre nossos dois países”, afirmou Macron.

    Segundo o presidente francês, os dois governos também iniciaram discussões sobre projetos concretos de cooperação bilateral. Os anúncios ocorrem em meio à busca de países europeus por novas parcerias em energia e defesa e à aproximação entre Canadá e França em questões estratégicas. Canadá pode ser associado da UE A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta semana ​que a União Europeia está abrindo as portas ​para que o Canadá se torne seu primeiro “membro associado” , um status que não está previsto nos tratados do bloco.

    O anúncio de von der Leyen representa uma mudança significativa na política da UE. O bloco sempre resistiu a categorias flexíveis, e os membros da UE reagiram com cautela à proposta da Alemanha , em maio, de ⁠ conceder à Ucrânia o status ​de membro associado como um passo prévio à adesão plena. “As parcerias ​são uma escolha estratégica para a Europa.

    Mas elas também respondem à ruptura ⁠no sistema internacional baseado em regras”, disse ⁠von der Leyen em seu discurso anual sobre o Estado ​da ‌União Europeia perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo. “Vemos o mundo com os mesmos ⁠olhos: da IA às mudanças climáticas, do Ártico à geopolítica. E nos mantivemos unidos: em relação à Ucrânia, à defesa, às matérias-primas e às cadeias de abastecimento.

    ” O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou no início desta semana que o Canadá buscava uma “ aliança única” com a UE , mas não a ⁠adesão. Von der Leyen convidou Carney para ⁠se juntar a ela em Estrasburgo, e ele fará seu próprio discurso na quinta-feira (17). A viagem de ‌Carney à Europa ocorre após uma ruptura histórica nas relações entre o Canadá e os EUA, depois que as negociações comerciais fracassaram no mês passado, desencadeando uma série de medidas tarifárias de retaliação .

    “Eu disse que precisamos repensar urgentemente nossas ‌parcerias . Portanto, gostaria de trabalhar com vocês para abrir as portas para que o Canadá se torne o primeiro membro associado da UE”, disse von der ⁠Leyen. Não tem mais nada para ser revisado no acordo Mercosul-UE, diz professor | MONEY NEWS Ela acrescentou que a UE e o Canadá trabalharão juntos em diversos setores, desde a indústria manufatureira até a inteligência artificial, minerais essenciais e energia.

    “Trabalharemos na manufatura inteligente. ​Criaremos uma aliança tecnológica. Integraremos as bases industriais de defesa.

    Faremos do Ártico ​um projeto conjunto emblemático”, disse ela. Von der Leyen acrescentou que “esta é uma parceria que não se volta contra ninguém”, em uma possível tentativa de evitar antagonizar o presidente dos EUA, Donald Trump . China importará mais alimentos da América Latina e Europa ]]>

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