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    Canadense mapeia 12 alvos de terras raras em projeto no Vale do Lítio
    CNN Brasil·21 de set., 15:22

    Canadense mapeia 12 alvos de terras raras em projeto no Vale do Lítio

    A canadense Atlantico Energy Metals anunciou nesta segunda-feira (21) a identificação de 12 áreas com potencial para terras raras no projeto Novo Cruzeiro, localizado no Vale do Lítio, no nordeste de Minas Gerais. O levantamento também apontou oportunidades para a exploração de gálio e lítio, minerais utilizados em tecnologias como semicondutores, baterias e equipamentos de defesa. Os resultados, no entanto, ainda são preliminares.

    O projeto está em fase inicial de exploração, não possui recursos ou reservas minerais estimados e ainda depende de novos estudos para determinar se as concentrações identificadas podem resultar em uma operação comercialmente viável. Leia Mais Proposta à campanha de Flávio prevê securitização de minerais estratégicos Governo mapeia área promissora para novas descobertas de lítio no Ceará Dona da Serra Verde aposta em computação quântica para refinar terras raras A companhia controla mais de 243 quilômetros quadrados de direitos minerários contíguos na região. O levantamento divulgado nesta segunda-feira reúne informações de análises geoquímicas, mapeamento geológico, imagens de satélite e dados geofísicos, com base em trabalhos realizados até março deste ano.

    Ao todo, foram consideradas 345 amostras coletadas em duas etapas: 231 na avaliação inicial e outras 114 em trabalhos posteriores. A novidade é a interpretação integrada desses dados, que permitiu à empresa delimitar as 12 áreas prioritárias para novas investigações. Segundo a Atlantico, os alvos de terras raras estão associados a indicadores de neodímio e praseodímio, além de disprósio e térbio.

    Esses quatro elementos são utilizados na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho, empregados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs industriais e sistemas aeroespaciais e de defesa. 427 partes por milhão (ppm) de óxidos totais de terras raras, das quais 284 ppm correspondem a óxidos dos quatro elementos usados em ímãs. Os resultados ajudam a direcionar os próximos trabalhos, mas não representam necessariamente os teores encontrados nas rochas que poderão ser exploradas.

    As amostras foram coletadas na superfície, e a companhia ainda precisa identificar a origem da mineralização, sua continuidade em profundidade e a possibilidade de recuperação dos elementos. Gálio e lítio também estão no radar Além das terras raras, a Atlantico identificou indicadores de gálio na região de Rio Bravo, na porção oeste do projeto. O gálio é utilizado na fabricação de semicondutores e componentes eletrônicos empregados em radares, sistemas de comunicação, satélites e equipamentos de alta eficiência energética.

    A China respondeu por aproximadamente 99% da produção primária mundial de gálio de baixa pureza em 2025, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos citados pela companhia. Apesar da relevância estratégica do mineral, a presença de gálio nas amostras não comprova a existência de uma jazida economicamente aproveitável. A Atlantico ainda precisa identificar os minerais que concentram o elemento e avaliar a possibilidade de sua extração.

    No caso do lítio, a empresa delimitou um alvo na porção sul de Novo Cruzeiro a partir da combinação de indicadores geoquímicos e de uma anomalia magnética de aproximadamente cinco quilômetros de extensão. O levantamento identificou uma amostra de pegmatito alterado com concentração de 108 ppm de lítio, além de indicadores de césio e rubídio, elementos que podem auxiliar na identificação de sistemas geológicos associados ao mineral. Os resultados são considerados modestos pela própria companhia.

    Projeto ainda depende de novos estudos O relatório recomenda a realização de mapeamento geológico detalhado, ampliação da amostragem e investigações sobre as rochas e os processos de alteração associados aos alvos identificados. Esses trabalhos deverão ajudar a verificar se as concentrações observadas na superfície se mantêm em profundidade e se existe potencial para a definição de recursos minerais. A empresa também não informou um cronograma para perfurações, investimentos necessários ou previsão de produção comercial.

    Assim, embora o levantamento tenha definido novas áreas para investigação no Vale do Lítio, ainda serão necessários trabalhos adicionais para determinar se os alvos poderão evoluir para projetos de mineração.   ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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