Candidatos no Rio debatem corrupção e segurança com ataques a Ruas e Paes
A cinco dias do primeiro turno das eleições 2026, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro se reúnem na noite desta terça-feira (29) para debate promovido pela TV Globo. Participam do encontro Eduardo Paes (PSD) , Douglas Ruas (PL) , Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo) . No primeiro bloco, os candidatos concentraram as críticas em Ruas e Paes e na herança e alianças políticas dos dois postulantes ao governo fluminense.
Douglas Ruas abriu o debate com o tema transporte público , sorteado na hora. Ele questionou Eduardo Paes sobre o estado do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e as promessas da Linha-3 do metrô até São Gonçalo , na Baixada Fluminense. O ex-prefeito do Rio disse que 80% dos investimentos de sua gestão à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro, foram destinados à “zona norte, favelas e zona oeste da cidade do RJ, porque são as áreas que mais precisam”.
“Um VLT de Botafogo é uma boa iniciativa, é importante, mas não era minha prioridade. Minha prioridade foi recuperar o BRT, a população voltou a ter um transporte publico de muita qualidade”, disse Paes. Leia Mais Paes desiste de ir a primeiro debate com candidatos ao governo do RJ Em propaganda na TV, Paes e Ruas focam no combate ao crime organizado no RJ Datafolha: Paes tem 43% no 1º turno no RJ; Ruas, 30% Douglas, então, acusou o adversário de prometer e depois “trocar a prioridade”.
“Este aqui é retrato da velha política, vale tudo pra ganhar a eleição”, afirmou. Paes rebateu fazendo associação de Ruas com Cláudio Castro (PL), de quem foi secretário, e Rodrigo Bacelar (PL), ex-presidente da Alerj (Aseembleia Legislativa do Rio de Janeiro), cargo hoje ocupado pelo candidato do PL. Depois, Paes perguntou a Siri sobre emprego.
O candidato do PSOL aproveitou a oportunidade para se apresentar ao público e destacou que, se eleito, pretende reestatizar os trens do estado e reindustrializar a região, construindo complexos produtivos. No próximo tema sorteado, saneamento, Siri ressaltou que tem o plano de reestatizar a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), proposta apoiada por Garotinho. “Estou contigo nessa”, disse o candidato do Republicanos.
Garotinho também aproveitou a oportunidade para reafirmar que é candidato ao governo do Rio e que seu nome estará nas urnas após indeferimento de candidatura pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro). Mais cedo, ele afirmou que vai recorrer da decisão do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) que manteve o indeferimento da sua candidatura . Na sequência, sobre o tema dívida de governo, Garotinho leu supostas dívidas envolvendo os nomes de pessoas ligadas ao governo de Cláudio Castro, em pergunta a André Marinho.
“O Globo disse que Cláudio Castro roubou 8 bilhões. ”, perguntou ao candidato do Novo. “O problema do Rio não é falta de dinheiro, é excesso de ladrão” , afirmou Marinho.
Depois, acusou Garotinho de ter um “longo rabo preso”. “Como você mesmo disse, do tamanho da ponte Rio-Niterói”, provocou. Garotinho se defendeu dizendo que ele foi o primeiro a negociar dívida do estado com FHC e disse que Marinho é “muito novinho”.
Segundo bloco No segundo bloco, Siri começou defendendo o fim da escala 6×1 e fez críticas ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), em pergunta a Douglas Ruas, que defendeu o senador das acusações de “miliciano”. Depois, Ruas perguntou a Paes quais as propostas voltadas às mulheres, que disse que pretende investir na Lei Maria da Penha e voltou a mencionar a ligação de Ruas com Castro. Os candidatos trocaram acusações sobre alianças com histórico de violência contra a mulher .
Paes, então, aproveitou o momento, em pergunta a Marinho, para fazer ataques a Douglas Ruas. O candidato do Novo, no entanto, rebateu e disse que Paes só quer “mudar de palácio” e acusou o ex-prefeito de “não cumprir nenhuma das promessas”. Afirmou que Ruas “ tem suas contradições e tem que responder por todas elas “, mas defendeu que o único candidato com “independência” é ele.
Na sequência, Marinho questionou Garotinho sobre como recuperar os territórios dominados pelo crime organizado no estado. 0 , com o intuito de ser um “batalhão de ocupação, não de confronto, como o atual”. Depois, voltou a fazer críticas a Ruas e disse que “queria perguntar qual foi o bandido que ele prendeu” enquanto era policial.
Marinho falou em unificar as polícias. Na última pergunta, Garotinho se voltou a Siri novamente falando sobre a ligação de Ruas com Rodrigo Bacelar. Siri mencionou o desejo de acabar com os territórios dominados por facções e Garotinho rebateu: “Me perdoe, mas essa frase é minha, o gabinete do crime organizado no Rio é o gabinete do Palácio Guanabara e a subsecretaria na Alerj .
Essa frase é minha”. Terceiro bloco No terceiro bloco, os candidatos foram perguntados sobre diferentes regiões do estado. Siri perguntou a Paes sobre educação no centro-sul do estado e se, caso eleito, ele vai continuar tratando os servidores “ de forma não digna “, como teria feito à frente da Prefeitura.
Paes ignorou a provocação e falou sobre propostas para ensino profissionalizante em tempo integral. Sobre as baixadas litorâneas, Paes perguntou a Marinho sobre o que pretende fazer em relação aos pedágios da região. O candidato do Novo disse a Paes que vai fazer “ definitivamente o que você não fez na Transolímpica ” e acusou o ex-prefeito do Rio de se referir aos moradores da Região dos Lagos com palavras de baixo calão.
Paes negou. Paes perguntou a Ruas quais obras importantes ele fez no noroeste fluminense, um dos seus redutos . O candidato do PL disse ter trabalhado pela região e mencionou a relação com Castro e Bacelar: “ Tive, sim, uma relação de trabalho e não nego “.
Em seguida, acusou Paes de ter se encontrado com Castro fora da relação profissional e questionou o ex-prefeito se ele teve qualquer envolvimento com Bacelar após ele deixar a cadeia – o tempo de Paes já havia acabado e ele não respondeu. Sobre a região serrana, Ruas questionou Marinho em relação a saúde e transporte da região. O candidato do Novo disse que, em um possível governo, “não vai ser mais político que define quem vive e quem morre no Rio de Janeiro”, porque saúde “vai ser considerada um direito”.
Ruas prometeu entregar hospital focado no tratamento do câncer e investir nas estradas do local . Depois, Marinho perguntou a Garotinho sobre o transporte da região metropolitana. Garotinho começou falando que tinha um alerta para fazer e que “ tem dois caras que estão fingindo ser quem não são, encenando para enganar ” o telespectador.
Em seguida, o candidato do Republicanos listou alguns projetos que entregou em seu governo e disse que “de transporte” ele entende. Perguntado por Siri sobre o desenvolvimento econômico no estado, Paes mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): “ Ele não é meu patrão, não preciso ficar aqui ‘Lula, Lula, Lula’ . Eu trabalho em conjunto com o governo federal”.
Debate A cinco dias do primeiro turno das eleições 2026, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro se reúnem na noite desta terça-feira (29) para debate promovido pela TV Globo. Participam do encontro Eduardo Paes (PSD) , Douglas Ruas (PL) , Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo) . O candidato do Novo foi autorizado a participar do debate após resolução do ministro Nunes Marques, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que decidiu incluir o partido nos debates eleitorais nesta noite.
Além de Marinho, a medida abrange os candidatos à Presidência Romeu Zema e ao governo do Distrito Federal Kiko Caputo . O evento está previsto para começar às 22h15 (horário de Brasília). A emissora convidou para o debate os candidatos que têm partidos com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional.
Além do Rio de Janeiro, a Rede Globo promove nesta noite debate com os principais candidatos aos governos dos outros 25 estados e do Distrito Federal. Saiba quais cargos estão em disputa nas Eleições 2026 ]]>
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