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    Caso Hopi Hari: como uma volta em montanha-russa pode gerar no corpo a mesma pressão de um carro de Fórmula 1?
    CNN Brasil·21 de set., 14:20

    Caso Hopi Hari: como uma volta em montanha-russa pode gerar no corpo a mesma pressão de um carro de Fórmula 1?

    O acidente com a administradora Julia Rimoli Bossoni na montanha-russa Montezum, no parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP), que resultou em traumatismo craniano e sequelas neurológicas, trouxe atenção aos impactos físicos provocados por atrações radicais. A física aplicada a esses circuitos mostra que a força g sentida pelos passageiros pode atingir níveis próximos aos vivenciados por pilotos na Fórmula 1. Não é necessário chegar ao ápice do automobilismo para sofrer esse nível de influência da física.

    Basta ir a uma montanha-russa . Em uma curva, um atleta de 85 quilos pode sentir uma força de até 425 quilos empurrando-o para o lado oposto da curva. Com o corpo preso no assento do carro, quem mais sofre a pressão é o pescoço.

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    Um piloto de F1 sente principalmente nos eixos horizontais, já que as pistas não costumam ter grandes mudanças de elevação. Quanto de força g age sobre você numa montanha-russa? A montanha-russa em atividade com a maior intensidade de força g já registrada (5,5 g) é a Shock Wave, no parque Six Flags em Arlington, nos Estados Unidos.

    Outros circuitos já desativados superavam 6 g, como a Moonsault Scramble em Fujiyoshida, no Japão. Em curvas de alta velocidade, os pilotos de Fórmula 1 experienciam forças entre 5 g e 6,5 g. A intensidade durante uma batida pode ser dezenas de vezes maior.

    Em 2025, o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto sofreu um acidente no Autódromo de Interlagos que submeteu seu corpo a dois grandes impactos: um de 34 g, e outro de 57 g. Gabriel Bortoleto, piloto de Fórmula 1, demonstra um exercício que treina o pescoço para suportar o impacto da força g • Reprodução: Quadrant/YouTube, Audi F1/Instagram Estes riscos estão associados à ação da força g vertical. Ainda em intensidades menores, como 3 g ou 4 g, o corpo pode sofrer com sangramento nos olhos ou no cérebro, confusão mental e perda de consciência.

    Forças acima de 5 representam risco à vida. View this post on Instagram A post shared by Hopi Hari (@hopihari) Como os pilotos lidam com a força g? Atletas como Gabriel Bortoleto passam por um regime de treinamento específico para se acostumar com os efeitos.

    Exercícios de fortalecimento do pescoço, como demonstrados pelo brasileiro em vídeo no canal do YouTube Quadrant, são comuns, e ajudam a desenvolver músculos que protegem a área. Os assentos dos pilotos são feitos sob medida para prender o corpo a nível milimétrico. Atrás da cabeça, um dispositivo chamado HANS (Segurança de Cabeça e Pescoço, na sigla em inglês) prende os ombros e o capacete para minimizar os movimentos.

    Ainda, carros da Fórmula 1 implementam estratégias de engenharia para dissipar a força aplicada durante uma batida. No acidente em Interlagos, o veículo de Bortoleto ficou destruído; ele, no entanto, não ficou ferido. ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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